Um gesto de amor

Post escrito originalmente em 14 de junho de 2013.


Olá pessoas! 🙂 Como estão?

Hoje postarei um e-mail que recebi faz um bom tempo de minha querida amiga Yuki! Espero que gostem:

UM GESTO DE AMOR

Um garoto pobre, com cerca de doze anos de idade, vestido e calçado de forma humilde, entra na loja, escolhe um sabonete comum e pede ao proprietário que embrulhe para presente. “É para minha mãe”, diz com orgulho.

O dono da loja ficou comovido diante da singeleza daquele presente. Olhou com piedade para o seu freguês e, sentindo uma grande compaixão, teve vontade de ajudá-lo. Pensou que poderia embrulhar, junto com o sabonete comum, algum artigo mais significativo. Entretanto, ficou indeciso: ora olhava para o garoto, ora para os artigos que tinha em sua loja. Devia ou não fazer? O coração dizia sim, a mente dizia não.

O garoto, notando a indecisão do homem, pensou que ele estivesse duvidando de sua capacidade de pagar. Colocou a mão no bolso, retirou as moedinhas que dispunha e as colocou sobre o balcão.

O homem ficou ainda mais comovido quando viu as moedas, de valor tão insignificante. Continuava seu conflito mental. Em sua intimidade concluíra que, se o garoto pudesse, ele compraria algo bem melhor para sua mãe. Lembrou de sua própria mãe. Fora pobre e muitas vezes, em sua infância e adolescência, também desejara presentear sua mãe. Quando conseguiu emprego, ela já havia partido para o mundo espiritual. O garoto, com aquele gesto, estava mexendo nas profundezas dos seus sentimentos.

Do outro lado do balcão, o menino começou a ficar ansioso. Alguma coisa parecia estar errada. Por que o homem não embrulhava logo o sabonete? Ele já escolhera, pedira para embrulhar e até tinha mostrado as moedas para o pagamento. Por que a demora? Qual o problema?

No campo da emoção, dois sentimentos se entreolhavam: a compaixão do lado do homem, a desconfiança por parte do garoto.
Impaciente, ele perguntou: “moço, está faltando alguma coisa?”

“Não”, respondeu o proprietário da loja. “é que de repente me lembrei de minha mãe. Ela morreu quando eu ainda era muito jovem. Sempre quis dar um presente para ela, mas, desempregado, nunca consegui comprar nada.” Na espontaneidade de seus doze anos, perguntou o menino: “nem um sabonete?”

O homem se calou. Refletiu um pouco e desistiu da ideia de melhorar o presente do garoto. Embrulhou o sabonete com o melhor papel que tinha na loja, colocou uma fita e despachou o freguês sem responder mais nada. A sós, pôs-se a pensar. Como é que nunca pensara em dar algo pequeno e simples para sua mãe? Sempre entendera que presente tinha que ser alguma coisa significativa, tanto assim que, minutos antes, sentira piedade da singela compra e pensara em melhorar o presente adquirido.

Comovido, entendeu que naquele dia tinha recebido uma grande lição. Junto com o sabonete do menino, seguia algo muito mais importante e grandioso, o melhor de todos os presentes: o gesto de amor!

Uma historinha bem comovente, não?

Muitas vezes nos preocupamos tanto com a grandeza das coisas, mas esquecemos do seu valor. Nem sempre algo caro é valoroso. Pode ter valor monetário/material, mas não significa que tenha um valor real.

Como é percebido neste pequeno e-mail, o simples sabonete que o menino comprou para presentear a sua mãe é um tesouro de valor indefinível, pois representa algo que dinheiro algum no mundo pode comprar, o amor. E este conceito não vale apenas para presentes, mas para gestos! Um abraço pode ser muito mais valoroso do que o mais caro dos presentes.

Não estou menosprezando os presentes caros, o que quero dizer é que, independentemente do preço, um presente (ou um gesto) só tem valor real quando este está revestido com sentimentos sinceros de amor, ternura e/ou carinho! Resumindo, valor e preço são conceitos distintos e sem relação alguma.

Bom, por hoje é só!

E nunca se esqueçam, o maior de todos os tesouros são os seus sonhos.

Abraços!

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