Valores das pessoas

Post escrito originalmente em 23 de janeiro de 2013.


Olá para todos! 🙂 Como estão?

No post de hoje falarei sobre os valores das pessoas atualmente. Esse tema surgiu numa conversa que tive com a Yuki~chan (na época em que este post foi originalmente escrito.), o que me fez pensar sobre o assunto.

Valores das pessoas
Foto retirada deste blog.

Quais são os valores das pessoas hoje? O que elas valorizam? O que importa realmente para elas? Quanto vale uma vida hoje? Eu não consigo entender completamente o que as pessoas sentem hoje. Sua visão em relação aos sentimentos como amor, amizade, raiva, etc.

Amar alguém é tão maravilhoso! Mas, quanto vale um “te amo hoje? Já que isto é dito tão despreocupadamente à qualquer pessoa, apenas como objetivo de conseguir uns beijos ou ir para a cama.

Casal Sensual
Foto retirada deste blog.

Beijo e sexo são, na realidade demonstrações de amor verdadeiro. Deveriam ser feitos apenas quando há sentimentos sinceros entre o casal. Esses valores, infelizmente, parecem ser antiquados nos dias de hoje. Não digo que o sexo deva ser feito apenas depois do casamento, pois há matrimônio sem amor. O que digo, é que deveriam fazê-lo somente quando há envolvimento real, profundo e recíproco. Embora eu ache bonito as pessoas que se guardam para a pessoa especial, no “pós-casamento”. No entanto, as pessoas “usam” umas as outras apenas para obterem prazer próprio.

Um exemplo que considero absurdo, foi aquela moça que leiloou sua virgindade. Não tenho palavras para descrever o tamanho do meu pasmar! Não conheço a moça, sei que não é da minha conta, afinal, o corpo é dela. Porém, fico assustado com o quanto ela mesma não se valoriza. Não a estou julgando e nem dizendo que é errado, apenas chocou os meus princípios. Ao meu ver, isso não é nada diferente das moças que vendem seu corpo na prostituição. Também não estou julgando as moças que se prostituem, cada um tem os seus motivos/gostos. Apenas estou analisando pelos meus valores, que não são, em absoluto, os mais corretos.

Além disso, a vida também é menosprezada, talvez até mais que o corpo. Pessoas são mortas por tão pouco. Como, por exemplo, no caso do jovem campineiro que foi assassinado por causa de R$7,00.

Antigamente, casos de assassinatos como este, eram absurdos, causavam revoltas e pessoas ficavam impressionadas. Hoje, percebo certo descaso com relação a esses tipos de notícias. Um sentimento do tipo “Ah! Só mais um que morreu!”. Tornou-se algo banal. Segundo li em um livro do Dr. Augusto Cury, isso é um processo chamado psico-adaptação. No entanto, não é bom nos psico-adaptarmos à violência.

Violência
Foto retirada deste site.

Por outro lado, penso nas pessoas que cometem esse tipo de crime. Será que elas não sentem nada? Como conseguem apagar a chama de uma vida de forma tão simples? Não sabem que uma vida não tem preço? Que junto com a vida dessa pessoa, ela está arruinando a vida dos pais, parentes e familiares da vítima? Fora a tristeza dos amigos e conhecidos? Será que elas não sabem que a pessoa assassinada tinha sonhos? Tinha vontades? Tinha uma vida inteira pela frente? Meu objetivo não é julgá-las. Creio que o ideal seria compreender a raiz dessa lógica de pensamentos e atitudes (errôneas, ao meu entender), para encontrarmos soluções mais efetivas. Julgar nunca é o melhor a ser feito.

Uma das possibilidades que penso, é que talvez o egoísmo seja tão grande, que não se consegue mais enxergar que outras pessoas também possuem sentimentos, que estão vivas, amam e são amadas, são semelhantes, seres da mesma espécie, que faz parte de um mesmo todo.

Outra atitude comum, que me assusta, nos dias de hoje, são as pessoas que se aproximam uma das outras, mas não por gostarem desta, ou por amizade, mas sim por terem algum interesse. Se não houver algum ganho ou vantagem, não há mais motivos para se aproximarem, afastando-se de forma, muitas vezes, rude e/ou brusca.

Quantas pessoas me procuram quando precisam de minha ajuda, mas depois que tudo se resolve, sequer me respondem um SMS ou e-mail?

Há também, os que se aproveitam dos sentimentos que a outra tem por ela para usarem-na, e depois que ela está bem, apenas os descartam? Acho que, se não há intenção de corresponder os sentimentos de alguém, dar esperanças a este é a maior das crueldades.

O egoísmo torna as pessoas mais fechadas, pois não importa nada que não tenha a ver com seu próprio bem-estar e interesses. Isso faz com que a confiança seja frágil. Não é a toa que o ciúmes entre casais está cada vez mais forte, já que a traição é cada vez mais comum.

Algo que acho estranho, e que vejo acontecer mais aqui no Brasil, é quando uma pessoa é traída, quem traiu é bem-visto, sendo chamada de esperta. Enquanto a pessoa que foi traída é vista como trouxa, corna e outras muitas qualidades negativas, sendo motivo de risos. No Japão, pelo que sei, ser um traidor é uma vergonha, e todos apontam essa pessoa com desprezo, enquanto quem foi traído é visto como vítima, o que para mim, faz mais sentido.

Não digo que todas as pessoas estão assim, pois conheço muita gente que ainda não agem desta maneira. Mas me entristeço ao ver a nova geração vendo esses “novos valores” como normal. As crianças estão todas muito superficiais.

Aí entra outro aberração que vejo na mídia, que se chama Big Brother Brasil! O famoso BBB. Acompanhei as primeira edições, achava diferente, o público votava nos participantes por conta das atitudes destes dentro da casa. No entanto, atualmente, ocorre a escolha de alguns participantes que vão entrar na casa, apenas pela sua aparência, como ocorreu nesta edição que está em andamento atualmente (na época em que o post original foi escrito).

Seis pessoas ficaram numa sala de vidro por alguns dias, no meio do Shopping Parque Santana, como se fossem produtos em uma vitrine, e o público que anda pelo local apenas olham a aparência delas e votam em quem acham que deve entrar na casa do BBB. Via-se muitas crianças votando, ou seja, estamos ensinando nossas crianças, futuro e esperança de nossa nação, a julgarem as pessoas pela aparência, uma atitude de pessoa superficial.

Julgando a aparência
Imagem retirada deste blog.

Falando nas crianças, onde está a educação? Será que estamos ensinando os pequeninos a serem pessoas valorosas, de bem, com princípios admiráveis; preparando-as para serem pessoas melhores, que enxergam o próximo com respeito e dignidade? Ou só há a preocupação desta ter um aprendizado adequado para fazer a faculdade que o(a) levará para um emprego que lhes rendam uma boa remuneração e/ou bom status?

Além disso, será que não está havendo uma superproteção dos pais, onde qualquer reclamação das crianças em relação aos professores/escola, é motivo para estes irem brigar com os responsáveis pela educação? Muitas vezes, sem querer saber se seus filhos tem alguma falta, apenas criticam a escola e seus professores, culpando-os. Creio eu que não seja dessa forma que as crianças aprenderão a ser pessoas direitas. Mesmo porque, a educação inicia-se no lar.

Existem vários assuntos que poderiam ser abordados, relacionando-se aos valores das pessoas nos dias de hoje. Apenas pincelei alguns pontos. Não vou me aprofundar e nem apresentar todos os pontos, por questão de tamanho do texto mesmo. Inclusive, minha conversa com a Yuki não foi tão aprofundada assim, mas foi o que me fez escrever este post.

No entanto, quero que com este, quem conseguir ler até aqui (aliás, muito obrigado!), que refletisse um pouco sobre tudo isso. Será que estamos pensando suficientemente nas pessoas ao nosso redor? Ou estamos tão preocupados com nossos objetivos, sonhos, bem-estar e problemas, que estamos nos esquecendo que todos somos humanos, e todos também possuem preocupações? Será que, sem perceber, não estamos passando por cima dos sentimentos de alguém? É preciso lembrar que nosso modo de agir influencia muito quem está conosco. Estamos reparando se nossa atitude está machucando ou preocupando alguém? Estamos enxergando, se as pessoas que lhes são importantes estão bem? Se não estão tristes ou com problemas?

Vamos construir um futuro melhor para a nova geração? Esse é meu pedido a quem ler este singelo artigo.

Bom, por hoje é só!

E nunca se esqueçam! O maior de todos os tesouros são os seus sonhos!

Abraços!

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