O amor verdadeiro

Post escrito originalmente em 15 de dezembro de 2011.


Olá para todos! 🙂 Como estão?

Recentemente descobri o significado do amor verdadeiro! Por isso, o post de hoje será um tipo de “continuação” do post sobre o “amor“! Abordarei mais profundamente sobre a questão dos sentimentos das pessoas serem tão volúveis, amando uma hora, depois já não amando mais.

O amor é verdadeiro
O amor é verdadeiro – Imagem retirada deste site.

Antes de continuarem lendo, pensem e respondam: Para vocês, o que é o amor? Vocês estão amando alguém? Será que é amor de verdade?

O amor é verdadeiro
Amar para sempre! – Imagem retirada deste blog.

Eu sempre pensei que o amor é algo que vai além de qualquer razão, onde nos entregamos completamente à pessoa amada, fazendo o que for possível pelo sorriso e felicidade dela, inclusive nos afastarmos, se isso for o melhor para ela.

De fato, parte disso está correto. Quando há este sentimento verdadeiro, realmente dedicamos nossas vidas à felicidade da pessoa amada, fazemos isso independente de tudo, pois, se for para esta sorrir com sinceridade, qualquer coisa é válida.

Porém, equivoquei-me em um ponto, o de afastar-se da pessoa amada. Se ela for realmente sua alma gêmea, isso nunca será o melhor para ninguém. Caso isso signifique a felicidade dela, então é porque nunca houve amor recíproco e, portanto, ela nunca foi a “pessoa destinada” a você.

O amor verdadeiro - Alma Gêmea
O amor verdadeiro – Alma Gêmea – Duas metades que querem se unir! – Imagem retirada deste site.

Segundo a SEICHO-NO-IE, filosofia que admiro, almas gêmea são duas metades da mesma alma, que antes de nascerem era uma alma só, portanto, possuem as mesmas vibrações, e desejam se aproximar uma da outra, o quanto antes, e tornar-se uma novamente.

Então, por que será que, nos dias de hoje, temos tantos casais se formando e se “desformando” rapidamente? Por que existe o “ficar“? E os “rolinhos“? Por que tanta gente se casa e logo se divorcia, apesar de sentirem forte sentimento até o momento do casamento? Será que as vibrações das metades das almas estão mais confusas ultimamente?

Na verdade, existe uma resposta simples: nós seres humanos, como qualquer outro animal do mundo, possuímos a necessidade de manutenção da espécie, ou seja, da procriação. Acho que isso não é novidade. Ao vermos uma pessoa bela do sexo oposto, é comum sentirmo-nos atraídos por esta, começando (ou tentando) um relacionamento. O problema, é que muitos confundem essa “atração” com amor. No entanto, tenha certeza de que isso não é amor verdadeiro.

O amor verdadeiro - Casal Sensual
Instinto de procriação? Ou amor? – Foto retirada deste site.

Assim como ocorre com muitos animais, onde após o macho conquistar a fêmea, e se acasalarem, cada um vai para seu canto. No caso do ser humano também, após o ato sexual, pode extinguir-se o “fervor“. Por isso, existem hoje as “ficadas” e os “rolinhos“, onde, no final da noite (não necessariamente noite), já satisfeitos, cada um vai para seu lado. Inclusive, muitas vezes, até sem saber o nome um do outro. O que, ao meu ver, é um triste absurdo….

Nos humanos, nem sempre o referido fervor termina com a realização do sexo por uma vez. Mas, se não houver ou não desenvolver sentimentos reais, uma hora irá “enjoar“, ficando sujeito a se interessar por outro(a) que considere “gostoso(a)” (o que chamam de querer carne nova!). Aí inventam a desculpa esfarrapada de que a carne é fraca, quando na verdade, apenas nunca houve amor.

O mesmo “fenômeno” ocorre com namorados, onde a moça (ou, mais raramente, o moço) é mais recatada (raro nos dias de hoje, inclusive para as moças), relacionando-se pela primeira vez  só após longo tempo de namoro, ou (muito mais raro ainda) após o casamento. Até o momento da primeira transa do casal, o “sentimento” existiu pois o desejo não foi satisfeito, porém, após terem seus desejos carnais realizados, mesmo que aos poucos, um começa a perder interesse pelo outro (ou, como dizem, a relação esfria). Quantas vezes eu já ouvi moças reclamando que após liberarem, o parceiro passou a dar menos atenção? Isso não é amor verdadeiro, em definitivo.

Na realidade, as pessoas estão permitindo que seus extintos animais falem mais alto do que o seu lado espiritual/sentimental; do que o pudor; e do que o amor verdadeiro. Quantas histórias não existem, de pessoas que, por causa de uma noite, jogam fora o amor da vida?

Como citação de tudo que discorri, quero transcrever um trecho do livro “ASSIM SE CONCRETIZA O AMOR“, do mestre Taniguchi Masaharu:

ASSIM SE CONCRETIZA O AMOR - Livro de Masaharu Taniguchi.
ASSIM SE CONCRETIZA O AMOR – Foto de minha autoria.

Não devemos confundir o instinto de preservação da espécie com o amor

O amor é um sentimento que faz a pessoa reconhecer no outro a essência que se identifica com a sua e lhe suscita o desejo de se dedicar a ele. Se alguém pensa que o amor é uma emoção resultante de uma forte atração sexual, está cometendo um grande equívoco.

(TANIGUCHI Masaharu.ASSIM SE CONCRETIZA O AMOR.SEICHO-NO-IE.pág. 148)

Como eu disse, confunde-se atração sexual, que consiste inclusive no interesse pela beleza física, ou qualquer outra característica da pessoa, com amor verdadeiro. (Eu já havia abordado esse fato na minha poesiaAmor x Desejo“).

O amor verdadeiro
Amor é diferente de atração. – Imagem retirada deste site.

Quando o amor é verdadeiro, não buscamos no outro atributos físicos, como beleza, vigor, etc. Apenas queremos estar com ela por ela ser ela mesma, independente de sua aparência. Mesmo porque, a beleza é algo relativo ao gosto (que muda com o tempo), e pode ser construída através de atitudes, como o sorriso frequente, o esforço para ser e se sentir melhor, a generosidade, etc. Quem nunca conheceu aquela pessoa que não chama tanto a atenção pelo seu físico, mas ao conhecer melhor esta, começa a achá-la linda?

Entre um casal que se ama de verdade, não há lugar para ciúmes, invejas, egoísmos, traição… Tudo isso é proveniente do ego, e não compõe o amor verdadeiro. Se estes traços estão presentes, então pode ser um amor que é única e exclusivamente para o bem próprio, também conhecido como amor egoísta.

O verdadeiro amor é aquele que liberta, enquanto o amor-apego aprisiona a pessoa amada.

Confundir esse instinto animal com o amor é algo comum, e creio que todos podem ser vítimas desse engano. Mesmo eu já me confundi, e sempre acreditando que era um amor de verdade, porém, no fim, não dava certo.

Aí vem a pergunta: Como saber se o amor é verdadeiro?

Não existe uma resposta definitiva! O que penso é que, geralmente, para os mais sensíveis, quando o amor é verdadeiro, sente-se algo diferente do que qualquer coisa. Não só o desejo de ter a pessoa para si, de vê-la sempre, abraçá-la, beijá-la, etc. Apesar de essas vontades existirem, o principal é a necessidade de querer saber mais sobre ela: seus gostos e desgostos, seu sonhos e medos, suas virtudes e defeitos, suas conquistas e traumas. E, com tudo isso, poder fazê-la o mais feliz possível!

Para os menos sensíveis, basta imaginar que, por alguma razão, a beleza física da pessoa “amada” desapareça e ela se torne uma pessoa de aparência física feia. Mesmo assim, conseguiria abraçá-la e beijá-la como sempre? Continuaria a dizer “te amo” e amá-la realmente?

Se sim, provavelmente é amor, pois você está com essa pessoa por ela ser ela. Se você hesitou, então pense um pouquinho se não está com essa pessoa apenas por sua aparência bela. Além disso, se achar chato ou desnecessário tudo o que falei dois parágrafos acima (sobre saber mais sobre ela), então é quase certo que não é amor.

Uma história que ilustraria bem isso, é uma que se chama “20 anos cego“, onde a mulher, após um incêndio em sua casa, teve seu rosto deformado, então, o homem, que também estava no acidente, fingiu ter perdido a visão (para que ela não ficasse complexada em sua frente), e a amou durante 20 anos, como a amara antes da tragédia. Isso chama-se amor verdadeiro, não importava se o rosto da amada estava deformado, ela continuava sendo ela, então ele continuou a amá-la.

Por fim, existem diferentes níveis de amor! O que falei até agora, é o amor entre um casal, entre almas gêmeas. Mas existe também o amor materno, paterno, fraternal, de amigos, à pátria, ao próximo, etc. Porém, algo que aprendi não faz muito tempo, é que devemos guardar o termo “te amo” apenas para a nossa alma gêmea e para nossos pais.

O amor verdadeiro - Te Amo!
Dizer te amo somente para alma gêmea! – Foto retirada deste site.

Existem pessoas a quem tenho um profundo carinho e admiração (inclusive de mulheres), tanto que poderia dizer “te amo” para elas… Mas ao encontrar minha alma gêmea, como eu poderia expressar que ela é especial? Que o “te amo” dirigido à ela, é diferente do “te amo” dirigido às outras pessoas? Afinal, eu estaria usado o mesmo termo “te amo”, certo?

É por esse motivo que conclui que devemos guardar o “te amo” para essas três pessoas especiais, pai, mãe e alma gêmea.

Com este post, desejo que as pessoas que o lerem, mesmo que sejam poucas, entendam o verdadeiro significado do amor. E se essas pessoas passarem para frente esse conceito, me darei por satisfeito. Quem sabe não consigamos espalhar o amor de verdade pelo mundo? Fazendo desaparecer o “amor falso”, que é guiado pelo ego e instinto animal, da mesma forma que a sombra some com o surgir da luz.

Por hoje é só!

E nunca se esqueçam! O maior de todos os tesouros são os seus sonhos!

Abraços!

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