O Carvão

Post escrito originalmente em 12 de julho de 2012.


Olá para todos! 🙂 Como vão?

No post de hoje trago um e-mail que recebi da Aline Torres. Já havia ouvido essa historinha, mas nunca a encontrei escrita para postar aqui. Espero que gostem.

O Carvão
Imagem retirada deste site.

O Carvão

O pequeno Zeca entra em casa, após a aula, batendo forte os seus pés no assoalho da casa. Seu pai, que estava indo para o quintal fazer alguns serviços na horta, ao ver aquilo chama o menino para uma conversa. Zeca, de oito anos de idade, o acompanha desconfiado. Antes que seu pai dissesse alguma coisa, fala irritado:

– Pai, estou com muita raiva. O Juca não deveria ter feito aquilo comigo. Desejo tudo de ruim para ele.

Seu pai, um homem simples, mas cheio de sabedoria, escuta calmamente o filho que continua a reclamar:

– O Juca me humilhou na frente dos meus amigos. Não aceito. Gostaria que ele ficasse doente sem poder ir à escola.

O pai escuta tudo calado enquanto caminha até um abrigo onde guardava um saco cheio de carvão. Levou o saco até o fundo do quintal e o menino o acompanhou calado. Zeca viu o saco ser aberto e antes mesmo que ele pudesse fazer uma pergunta, o pai lhe propõe algo:

– Filho, faz de conta que aquele lençol branquinho que está secando no varal é o seu amiguinho Juca e cada pedaço de carvão é um mau pensamento seu, endereçado a ele. Quero que você jogue todo o carvão do saco no lençol, até o último pedaço. Depois eu volto para ver como ficou.

O menino achou que seria uma brincadeira divertida e pôs mãos à obra. O varal com o lençol estava longe do menino e poucos pedaços acertavam o alvo.

Uma hora se passou e o menino terminou a tarefa. O pai, que espiava tudo de longe, se aproxima do menino e lhe pergunta:

– Filho como está se sentindo agora?

– Estou cansado, mas estou alegre porque acertei muitos pedaços de carvão no lençol.

O pai olha para o menino, que fica sem entender a razão daquela brincadeira e carinhoso lhe fala:

– Venha comigo até o meu quarto, quero lhe mostrar uma coisa.

O filho acompanha o pai até o quarto e é colocado na frente de um grande espelho onde pode ver seu corpo todo. Que susto! Só se conseguia enxergar seus dentes e os olhinhos. O pai, então, lhe diz ternamente:

– Filho, você viu que o lençol quase não se sujou, mas olhe só para você. O mau que desejamos aos outros é como o que lhe aconteceu. Por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com nossos pensamentos, a borra, os resmungos, a fuligem, ficam sempre em nós mesmos…

(Padre Reginaldo Manzotti)

Esse pai é realmente muito sábio!

Quando odiamos ou temos raiva de alguém e os “atacamos” com pensamentos (ou pior, com atitudes e/ou palavras), no fundo, ocorre como aconteceu com Zeca. Podemos até atingir um pouco a pessoa em questão, no entanto, os maiores prejudicados somos nós mesmos. Falei um pouco sobre ódio no post “Ódio & como curá-lo!“, que para a minha surpresa, tem muitos acessos, o que é triste.

Independente da motivação, se é justo ou não, o ódio nunca é a melhor solução. Não conheço ninguém que se sinta bem tendo este sentimento. Ele deixa nosso coração pesado e ardido, corrompe nossa essência e entristece nosso “verdadeiro Eu“.

Não digo que seja fácil deixar de sentir ódio, mas tendo consciência e força de vontade é possível eliminar este sentimento e perdoar a pessoa em questão. Perdoar, não significa que precisa gostar dessa pessoa, ou tratá-la como amigo(a). Se conseguir, melhor, mas não é preciso. Basta eliminar o sentimento ruim em relação a aquela pessoa, perdoar e deixar pra lá.

O post anterior, que mencionei a pouco fala como fazer isso. Não que seja um processo rápido, pode demorar tempos, depende da capacidade de aceitação de cada um.

Assim como, ao odiar alguém prejudicamos a nós mesmos, ao perdoar não estamos fazendo um bem a esta pessoa, mas sim a nós.

Por hora é só!

E nunca se esqueçam! O maior de todos os tesouros são os seus sonhos!

Abraços!

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