Verdadeira Religião

Olá a todos! 🙂 Tudo bem?

Hoje tratarei de um assunto delicado, no post de hoje. Digo isso, pois desde tempos remotos é a causa de infindáveis discussões, que costumam gerar brigas e até guerras. Falarei sobre a religião.

Verdadeira Religião
Imagem retirada deste blog.

Antes de tudo, vamos definir “religião” e diferenciar do conceito de “seita“. Muitos confundem estes dois. Segundo o Aurélio, a palavra “seita” remete a:

  1. Opinião, seguida por um grupo numeroso, que se destaca de um corpo de doutrina principal.
  2. Grupo que segue uma doutrina que deriva ou diverge de uma religião.
  3. Grupo organizado que tem ideias ou causas em comum.
  4. Grupo organizado de caráter fechado.
  5. Ferro que se adapta ao timão do arado, adiante da relha, para facilitar a lavra e cortar as raízes.
  6. Céspede ou leiva que o ferro do vessadouro levanta e deita aos lados.

Para este assunto, creio que as definições de 1 a 4 são as mais condizentes. Em outras palavras, as seitas são grupos (religiosos ou não) que segue um determinado ideal em comum. Muitos são derivados de uma religião já estabelecida, mas com crenças ou rituais diversificados.

Já sobre a “religião”, o mesmo Aurélio diz:

  1. Culto prestado à divindade.
  2. Doutrina ou crença religiosa.
  3. O que é considerado como um dever sagrado.
  4. Reverência, respeito.
  5. Escrúpulo.
  6. Comunidade religiosa que segue a regra do seu fundador ou reformador.
  7. em religião:  como religioso.
  8. religião do Estado:  aquela que o governo subvenciona.

A religião tem como centro uma divindade ou força maior (Deus, Buda, Alá, etc.). Possui doutrinas, rituais e dogmas, que devem ser seguidos pelos fiéis. Estas ditam como deve ser o comportamento individual e social.

A diferença entre religião e uma seita religiosa ainda não parece muito clara, apenas com as definições do dicionário, certo? Vamos nos aprofundar um pouco mais.

A visão geral sobre uma seita religiosa, é um líder com ideias revolucionárias (à vista das religiões já estabelecidas), que é seguido por um considerável número de pessoas. Isso encaixa-se no conceito de “seita” ditada no Aurélio, ou seja, um grupo com um ideal em comum.

Mas e as religiões? Elas também são grupos com ideais em comum. Com isso, muitos concluem que religião e seita religiosa são sinônimos, certo? Não é bem assim. Uma explicação que li em um artigo do site “UNIFICACIONISTA” discorre bem sobre a diferença de ambas.

Toda religião, em seu início, é uma seita. Vamos pegar exemplo da religião mais “famosa” do mundo, o Cristianismo, que teve como origem ninguém menos que Jesus Cristo. Creio que seja de conhecimento geral o impacto causado pelos ideais dele, na sociedade da época. Aos olhos dos romanos e judeus, Cristo e seus seguidores eram uma verdadeira seita que estava tentando revolucionar, indo contra a crença e o interesse do Império Romano. No entanto, atualmente, é uma respeitada e ilustre religião, com várias facções, diga-se de passagem.

Resumindo, toda seita pode se tornar uma religião, algum dia. Se ela conseguir manter seus ideais por várias gerações, inclusive crescendo, acredito que ela possa ser sim denominada religião. Pois, para sobreviver a muitas gerações, seus rituais devem estar dentro do que é aceitável para o senso comum da sociedade, caso contrário, cedo ou tarde, as gerações seguintes vão abandoná-la. Por exemplo, seitas que possuem rituais sombrios, ou que promovem suicídios em massa, não são bem vistos e, dificilmente sobrevive por muitas gerações. (Obs.: Não estou julgando estas, cada um é livre para acreditar no que quiser, estou apenas exemplificando com base na minha opinião). O artigo que mencionei dois parágrafos acima detalha bem esse assunto.

Creio que com isso, pudemos ter uma noção mais distinta da diferença entre estes dois conceitos. Agora, vamos ao assunto principal. Como deve ser uma verdadeira religião?

Ao meu entender, a verdadeira religião é aquela que dá paz de espírito às pessoas. Que dão apoio emocional através da , fazendo bem a esta. Creio que não existe uma religião certa ou melhor, pois cada ser é diferente e único. Se uma doutrina religiosa faz bem para Fulano, não necessariamente terá o mesmo efeito para Beltrano. Por isso que, apesar de existirem muitas religiões, todas elas possuem muitos seguidores.

Verdadeira Religião - Conflitos Religiosos
Imagem retirada deste blog.

O problema surge quando os seguidores, ou ainda pior, os líderes religiosos, entram em conflito com outras religiões por conta da discordância de crenças. Eu acredito que os “fundadores” (Cristo, Sakyamuni, etc.) das respectivas religiões nunca pregaram para guerrear com o próximo, independente do motivo. Querer forçar a própria crença a outros é uma violação e desrespeito à individualidade, afinal, até onde eu saiba, nos foi dada a liberdade de escolher em que acreditar. Em algumas religiões, isso é chamado de livre arbítrio. No entanto, dizer que as pessoas possuem este direito, mas se não seguirem a religião “X” irá para o inferno, ou será castigado, então, não é um livre arbítrio….

Outra atitude que não considero adequada às verdadeiras religiões, é desmerecer, falar mal e/ou julgar uma outra crença com base nos próprios dogmas, com o intuito de convencer que a própria religião é a mais correta. Querer converter as pessoas, trazendo novos seguidores é uma atitude válida, mas que o faça usando argumentos construtivos que exaltem a sua própria, e não atacando (ou pior, distorcendo) a religião de quem está tentando converter. Sem contar que, ao fazer isso, pode ocorrer o efeito contrário, o ouvinte passa a repudiar a religião que fala mal das outras (na verdade, não a religião, mas o pregador que tenta converter os outros por este meio).

Existe uma grande diferença entre pregar e difamar. A primeira consiste em espalhar sua crença ao mundo, disseminando os bons ensinamentos e mostrando que estes trazem benefícios para o bem-estar, para a alma das pessoas. A segunda, ao invés de mostrar o lado bom de sua religião, aponta o que ela própria considera errado nas outras, falando mal e/ou caluniando; em outras palavras, julgando.

Julgar é uma atitude que é reprovada em grande parte das religiões e filosofias (nesta postagem, escrita pela Cristine, tem a citação relacionada a três práticas – Reiki, Espiritismo e Zen Budismo – sobre o não julgar.). E, o próprio senso comum diz que julgar e criticar o próximo é algo feio. Certa vez, vi em um blog (não citarei qual, pois não objetivo entrar em atrito com ninguém) uma postagem que distorce algumas das práticas da filosofia SEICHO-NO-IE (SNI), na qual eu sou simpatizante. Fazendo isso, julgou-a como uma seita que vai contra os ensinamentos de Deus (não entrarei em detalhes sobre os argumentos utilizados, apenas eles distorceram o que a SNI ensina/pratica – mas só para constar, uma das obras mais citadas nos livros da SNI é a Bíblia.). Eu escrevi um comentário amigável, corrigindo as distorções do texto em relação às práticas, dizendo inclusive que a SNI não é uma seita (embora muitos dos seguidores a considerem como uma religião), e sim uma filosofia que, inclusive, está aberta para pessoas de todas as religiões e credos, e deixei a dica para pesquisar melhor um assunto antes de publicá-lo. No entanto, o comentário foi apagado. Para mim, isso pode indicar duas coisas: ou a distorção foi feita de má fé; ou possuem a mente tão estreita que não aceitam qualquer explicação que eles mesmos não enxerguem/aceitem. Mas enfim, desconheço a causa dessa atitude, e nem pretendo julgá-la, apenas quero exemplificar como algumas religiões (ou membros destas) agem em relação a outros ideais.

“Não julgueis, para que não sejais julgados.
Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós.
E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho?
Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu?
Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão.”
(Mateus 7:1-5)

Isso mostra que, dentro de todas as religiões, existem os que agem contra os ensinamentos da própria, embora se considerem como fiéis.

As religiões em geral, possuem a finalidade de salvar o mundo através da fé. Isso é algo maravilhoso, pois todos precisamos de algum apoio (seja espiritual, ou filosófico). E, não existe o correto ou errado, pois isso é variável conforme as características individuais de cada um. Aquele que impõe que a sua crença é a verdade absoluta, além de estar agindo como se fosse um deus, mostra o quão grande é o seu próprio ego.

Verdadeira Religião - Somos todos irmãos
Imagem retirada deste blog.

Note que escrevi deus com o “d” minúsculo, pois o Deus em que acredito não é impiedoso ao ponto de julgar. Ao meu crer, Ele é Amor, Sabedoria, Harmonia. Dádiva e Misericórdia. E, se Deus é perfeito, sua criação só pode ser perfeita (afirmar que Sua criação é imperfeita, é comprovar a imperfeição dEle, o que é um absurdo, para mim). Mas, não tenho como objetivo expor muito de minhas crenças aqui, e sim transcrever meus pensamentos sobre a atitude tomada por alguns religiosos e seus seguidores (digo alguns, pois creio que as religiões verdadeiras em si, são todas maravilhosas).

Acredito que deve-se atentar para a forma que se vai realizar a pregação dos preceitos da religião. Se demonstrar que os pregadores criticam a todos que não o seguem, certamente causará má impressão aos interlocutores. Mostrar as qualidades e o bem que a mesma faz para milhares de pessoas é um meio melhor de tentar convencer alguém a seguir este credo. Deve-se mostrar o exemplo do que se acredita ser o correto, ao invés de ficar resmungando sobre o que acredita estar errado em outras crenças.

Para mim, o maior pregador religioso que já andou por este mundo, e é muito famoso, é o já mencionado Jesus Cristo. Ele nunca pediu a ninguém para segui-lo, nem criticou ou atacou a crença dos outros, apenas fez o bem com suas palavras de sabedoria, salvou pessoas, não só com os milagres, mas com a sua filosofia (tão inusitada para a época). Sem objetivar conquistar seguidores, foi seguido e amado por multidões. Existe uma forma de expor e convencer sobre as próprias crenças melhor do que esta? Ele não usou da crítica, da força, nem imposição, não explicou como funciona sua filosofia, muito menos “comprou” com promessas, ele usou da ferramenta mais simples e mais poderosa que existe: o Amor.

Outra atitude que não acho legal, são os religiosos que “governam” seus seguidores através do medo, dizendo que se desobedecerem, receberão castigo divino. Eu não conseguiria seguir uma ideologia que me faça viver temendo, que me faça cumprir os rituais por medo. Acredito que as orações, missas e outros rituais religiosos devem ser realizados com o sentimento de fé e amor a esta. No entanto, quero deixar claro que, quanto a este ponto, posso estar errado, já que desconheço as bases de tais religiões. Meu foco aqui é a discordância quanto ao ato de colocar medo nos fiéis, já que este não é um sentimento que está condizente com o Amor.

Hoje, encerro por aqui! Desejo que um dia, todas as religiões possam conviver em harmonia, manifestando uma das qualidades mais marcantes do Amor: o Respeito.

E nunca se esqueçam! O maior de todos os tesouros são os seus sonhos!

Abraços!

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