A Responsabilidade de um Médico

Olá pessoal! 🙂 Como andam?

No post de hoje quero tratar de um assunto bem sério, e que deveria ser visto com mais cuidado: a responsabilidade de um médico. Todavia, isso não inclui somente aos formados em medicina, mas também aos das outras áreas da saúde, como odontologia, psicologia, fisioterapia, farmácia, etc.

A Responsabilidade de um Médico
A Responsabilidade de um Médico – Montagem feita por mim, com imagens destes sites: 01 | 02

“Ser médico é ser dedicado à medicina, é ter responsabilidade, conhecer seus limites, respeitar sua área de atuação e não se atrever a realizar procedimentos que fogem à sua especialidade. Ser médico é respeitar o paciente, preservar sua integridade, cuidar do seu corpo, zelar pela sua saúde, sua mente, sua alma.” (Diretoria da Sociedade Brasileira de Dermatologia – site aqui.)

Parece algo óbvio que esses profissionais lidam com a vida de pessoas, porém, às vezes tenho a impressão de que os próprios se esquecem disso, tratando seus pacientes como fonte de renda apenas. Alguns chegando a ser inescrupulosos a ponto de “inventar” ou “aumentar” algum tratamento que não são necessários, apenas para poder cobrar o serviço.

Eles não estão se preocupando com o transtorno causado com isso, seja financeiro, ou seja psicológico, pois creio que ninguém gosta de tratar de doença, muito menos se for desnecessariamente. Pior ainda, quando este é prejudicial, quando realizado sem precisar.

Vou dar um exemplo real de meu conhecimento (obviamente não citarei nomes). Um odontologista, após a verificação da boa saúde dentária do seu paciente, disse que o mesmo precisa fazer o clareamento dental, pois, segundo ele, estava mais amarelado do que o normal. Apesar de não achar que precisasse fazê-lo, confiando no profissional, o paciente aceitou e fez duas sessões de clareamento. Após isso, como resultado, os dentes ficaram realmente mais brancos e bonitos, mas, o odontologista havia se “esquecido” de averiguar um detalhe importante: pessoas com dentes sensíveis não podem fazer o clareamento (vide aqui). Segundo o paciente, após o tratamento, os dentes ficaram ainda mais sensíveis ao gelado e ao ácido, sentindo muitas dores mesmo tempos depois do tratamento. Aí vem a questão: o clareamento era realmente necessário para a saúde dele? O profissional se preocupou com o bem estar de seu paciente, verificando se ele podia receber esse tratamento?

Com isso, é possível compreender o tamanho da responsabilidade dos que trabalham com a saúde dos outros. Qualquer ato impensado, pode estragar a vida de alguém para o resto de seus dias. Ou, em casos mais extremos, vidas podem ser perdidas pela falta de humanidade de um médico. Será possível que a consciência de médicos assim não pese? Causar danos ou perdas ao próximo (e/ou à família deste) por dinheiro? Esta postagem traz vários exemplos de médicos inconsequentes.

Sem contar nos médicos relapsos, que estão pouco se importando com o sofrimento alheio. Neste artigo, escrito por J Ferreira, que me sensibilizou e, ao mesmo tempo, me indignou, temos um exemplo dos dois tipos de médicos: o que faz descaso para com os pacientes, e o que os atende humanamente.

A raiz disso tudo, pode estar na motivação das pessoas estarem se formando em medicina.  Há os que entram nesse mundo por motivos altruístas, o de querer ajudar e salvar vidas, o que considero verdadeiro médico. Por outro lado, existem uma quantidade razoável de estudantes que escolhem esse caminho por conta do status social que essa profissão dá, além da boa remuneração, estabilidade e do reconhecimento. Estes, de modo geral (não se pode generalizar), considero falsos médicos (mesmo que se formem devidamente e estejam aptos para medicar). Há uma pesquisa que aponta essas motivações, clique aqui.

Não estou dizendo que o médico não deva desfrutar de um bom salário, e nem que ele não possa receber o reconhecimento devido. Apenas acho que, o profissional deve fazer por merecer (assim como em qualquer outra profissão.). Ao meu ver, um (verdadeiro) médico é a profissão mais bela, honrada e admirada de todas, pois compromete-se em salvar vidas!

O problema é quando este é movido a dinheiro. Meu tataravô foi médico lá no Japão, e ele ficou famoso na época (e ainda é lembrado, tendo em vista que, quando meu tio-avô foi visitar a cidade natal, saiu até no jornal local, por ser descendente desse médico), por atender a todos sem diferença, fazendo sempre o melhor possível para ajudar a todos que precisavam dele. Além disso, quando o paciente não tinha condições financeiras, ele não cobrava (embora, posteriormente, muitos o agradecessem com algum presente, ou parte da colheita, ou algo que produzia em seus respectivos ofícios, mas tudo espontaneamente – isso chama-se reconhecimento e sentimento de gratidão.). Em outras palavras, ele era um médico de verdade (sim, tenho orgulho, apesar de não tê-lo conhecido), que queria olhar pela vida e o bem estar das pessoas. E, quem tinha dinheiro, não achava ruim que ele não cobrasse de quem não o tinha (não sei porque, mas imagino que se um médico fizesse isso por aqui, todos iriam querer ser atendidos gratuitamente, podendo até gerar falsas provas de que não tem condições para pagar (o famoso jeitinho brasileiro). Nesse ponto, entra a falta de caráter desses pacientes hipotéticos, mas isso já é outro assunto.).

Eu admiro muito a todos que trabalham pela Vida do próximo, todos os profissionais da saúde, desde o médico, até os enfermeiros, ou mesmo os farmacologistas, que estudam novas fórmulas para medicamentos mais eficazes. Acho muito bonito quando essas pessoas lutam com todas as forças para salvar vidas, ou para aliviar dores e/ou curar doenças. Imagino o quanto o coração deles devem chorar quando falham. Esses verdadeiros profissionais sim, são dignos de aplausos, merecem todo o respeito e reverência.

Médico de verdade sente.
Médico de verdade sente. – Foto retirada deste site.

Todavia, é uma pena que tenhamos que “caçar” estes em meio a tantos, para encontrar a quem possamos confiar a nossa saúde/vida.

“Eu, solenemente, juro consagrar minha vida a serviço da Humanidade. Darei como reconhecimento a meus mestres, meu respeito e minha gratidão. Praticarei a minha profissão com consciência e dignidade. A saúde dos meus pacientes será a minha primeira preocupação. Respeitarei os segredos a mim confiados. Manterei, a todo custo, no máximo possível, a honra e a tradição da profissão médica. Meus colegas serão meus irmãos. Não permitirei que concepções religiosas, nacionais, raciais, partidárias ou sociais intervenham entre meu dever e meus pacientes. Manterei o mais alto respeito pela vida humana, desde sua concepção. Mesmo sob ameaça, não usarei meu conhecimento médico em princípios contrários às leis da natureza.

Faço estas promessas, solene e livremente, pela minha própria honra.”

(Juramento de Hipócrates, versão clássica – fonte aqui.)

Para meu entender, o médico ideal é aquele que, antes de tudo, escuta tudo o que o paciente tem a dizer sobre sua motivação de estar ali (vejo muitos médicos que estão apressados em terminar logo, para que entre o próximo a ser consultado), estando realmente preocupado e com vontade de ajudar. Ele deve ser paciente com o paciente, afinal, qualquer detalhe/informação pode ser crucial na hora de diagnosticar.

Além disso, deve examinar devidamente o enfermo (existem muitos médicos que parecem que tem nojo de sequer encostar no seu paciente, e chutam um possível diagnóstico sem ter certeza, e ainda dizem coisas do tipo “se não funcionar, volta aqui que eu receito outro tipo de remédio”), sendo o mais cuidadoso e meticuloso possível.

Por fim, após ter descoberto o que há de errado, creio que um bom médico deva explicar de forma simples, o que está acontecendo, e como ele vai resolver o problema, discorrendo como o remédio/tratamento/cirurgia funciona, se há efeitos colaterais, entre outros detalhes relevantes (muitos médicos, quando explicam essas coisas, o fazem utilizando palavras específicas da medicina, esquecendo-se que quem está ouvindo é um leigo no assunto. Alguns, evidentemente, para demonstrar superioridade em relação ao paciente e acompanhantes.).

Torço para que a quantidade de médicos verdadeiros aumente, e que os falsos médicos se conscientizem da responsabilidade da profissão, e passem a tratar mais humanamente seus pacientes. Afinal, ganhar dinheiro é bom, mas recebê-lo de forma honrada, por mérito próprio, é muito melhor e valoroso!

Por hoje é só!

E nunca se esqueçam! O maior de todos os tesouros são os seus sonhos!

Abraços!

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