Experimento Socialista

Olá pessoas! 🙂 Como estão?

Não gosto de postar sobre política aqui em meu blog, pois acredito que seja algo muito pessoal e, quase sempre, gera discórdia em discussões. Todavia, encontrei um texto bem interessante (nos comentários desta notícia, feito por Brisa Rivera) sobre um suposto experimento socialista realizado pelo professor de Economia, Adrian Rogers, da Universidade Texas Tech, e resolvi abrir uma exceção! Confiram:

Experimento Socialista
Imagem retirada deste site.

“Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que ele nunca reprovou um só aluno antes, mas tinha, uma vez, reprovado uma classe inteira.

Esta classe em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e ‘justo’.

O professor então disse, ‘Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas.’ Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam ‘justas’. Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém seria reprovado. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia um ‘A’…

Depois que a média das primeiras provas foram tiradas, todos receberam ‘B’. Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.

Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos – eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Portanto, agindo contra suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. Como um resultado, a segunda média das provas foi ‘D’. Ninguém gostou.

Depois da terceira prova, a média geral foi um ‘F’. As notas não voltaram a patamares mais altos mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por ‘justiça’ dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram o ano… Para sua total surpresa.

O professor explicou que o experimento socialista tinha falhado porque ele foi baseado no menor esforço possível da parte de seus participantes.

Preguiça e mágoas foi seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual o experimento tinha começado. ‘Quando a recompensa é grande’, ele disse, ‘o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem seu consentimento para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável.’

‘É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. O governo não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro alguém. Quando metade da população entende a ideia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação. É impossível multiplicar riqueza dividindo-a.’. (Adrian Rogers – pastor tele-evangelista americano)

Sim, o autor do texto é o próprio “professor”, e ele não é professor, e sim pasto evangelista. Não pesquisei a fundo sobre isso, mas este site, e muitos outros, apontam isso. E, o fato do experimento não ter sido realizado de verdade, já se tornou argumento para invalidar todo o conteúdo do texto.

Todavia, o que gostaria de destacar, é exatamente esse conteúdo, independente de ter acontecido de fato, ou não, acho interessante refletir se os acontecimentos se desenrolariam como descritos no texto, ou não. Isso pode ser considerado um exercício intelectual.

Falarei de modo pessoal, ok? Portanto, que fique claro que é apenas minha opinião, posso estar equivocado, e todos possuem o direito de discordar (desde que com respeito).

Se eu fosse parte do grupo de alunos estudiosos, certamente não gostaria desse sistema. Sentiria-me desmotivado, e continuaria estudando para mim mesmo (já que estou numa faculdade, gostaria de aprender, certo?), por outro lado, não me apressaria em aprender toda a matéria que cairá na prova, pois… tanto faz! (E, não tenho certeza se todos os estudiosos agiriam assim).

Por outro lado, se eu estivesse no grupo de alunos preguiçosos, eu ficaria muito feliz, e relaxaria ainda mais, afinal, os outros mais esforçados sustentariam a minha nota (lei do menor esforço, certo?) – e, considerando que estou nesse grupo, significa que não tenho vontade de aprender. Pergunto-me se isso é realmente justo…. Na verdade, algo parecido já acontece nas escolas e faculdade! Quem nunca teve aquele colega folgado, que entra no grupo, mas não faz nada? Ou aquele que esqueceu-se de fazê-lo (ou não fez por outro motivo mais justo, não cabe a esse caso hipotético julgar isso), e pede de última hora, para colocar o nome dele no nosso trabalho? A diferença, é que nesse caso, temos a opção de recusar, o que não ocorre no experimento.

Agora, imaginemos que nessa classe, exista uma pessoa super altruísta, que decide se esforçar pelo bem da classe! Sabemos que esse tipo de gente é raríssimo, mas suponhamos que existe meia dúzia de alunos assim, será que o esforço deles seria recompensado? Com apenas seis notas boas, conseguiriam atingir uma boa média? (Considerando uma classe grande).

Não importa o quanto eu pense, a única forma disso funcionar, é se houver cooperação da maioria da classe. Se os alunos se unissem e decidissem esforçar ao máximo, aí poderíamos ter uma nota boa, e todos sairiam ganhando! Creio eu, que é o que acontecia no modo de produção comunista primitivo, que era adotado por muitas tribos indígenas. A grande maioria cooperava, trabalhando e fazendo a sua parte, e todos gozavam do resultado. Ao meu entender, talvez seja o modo mais correto de se organizar uma sociedade, todavia, é preciso grande senso de responsabilidade e compromisso para com a comunidade. Será que seria viável nos dias de hoje? Onde o predomina-se o individualismo e egocentrismo? No caso de nosso país, é difícil de se manter limpo uma simples calçada (um bem comum da sociedade), imaginem fazer com que toda (ou a maior parte dela) da população faça a sua parte?

Outro ponto que esse texto discorre, é a questão do mérito. Na classe, quem se dedica mais aos estudos merece a maior nota, e creio eu, ninguém contesta isso. Passando isso para a sociedade, nem sempre isso pode ser considerado verdade, já que há os que nascem em berço de ouro, mas essa fortuna foi ajuntada por alguém, seja pai, avô, bisavô, ou quem seja… se foi um dinheiro ganhado de forma honesta, acho injusto quererem pegá-lo e dividi-lo para todo o povo, a menos que seja vontade de quem se esforçou e enriqueceu a família.

Por outro lado, acho muito injusto pessoas que dão duro, receberem tão pouco salário. Por que o salário de um trabalhador braçal é tão inferior ao de um gerente? Um despende de grande energia física, enquanto o outro, pode ter mais estresse mental. Ambos são igualmente importante, certo? Os salários não deveriam ser parecidos? Talvez, quem teve mais estudo possa ganhar um pouco a mais, mas independentemente do cargo em que atua. Se assim fosse, todos não teriam condições de ter um padrão de vida semelhante? E, por conseguinte, não teriam mais poder de compra, dando mais dinheiro para as empresas (girando a economia)? Que por sua vez, poderia pagar melhor seus funcionários, sem diminuir seus lucros?

Nunca fui bom na matéria Economia, mas é apenas um pensamento que eu tenho, sobre uma condição ideal. Esse aspecto não pode ser transposto no experimento hipotético, de forma muito efetiva. Seria algo parecido com um aluno de classe social mais afortunada receber mais notas do que outro, de classe menor, embora ambos se esforcem de forma semelhante.

Aí pode-se contestar, dizendo que nem todos tem condições de terem estudos, para receber um salário um pouco melhor. Todavia, isso nada tem a ver com a má distribuição de renda, e sim com a má qualidade de ensino nas escolas públicas. Afinal, pagamos impostos para que tenhamos boa educação (e saúde).

Outros podem contestar dizendo que os ricos existem porque tiraram dos pobres. Talvez existam pessoas assim, que agiram de forma desonesta, mas no geral, eu discordo, existem várias histórias de empresários e até de famosos que começaram do nada, se esforçaram, se dedicaram no caminho que escolheram, e hoje são bem sucedidos. Não se pode generalizar. E seria injusto querer tomar-lhes o que eles conseguiram juntar com tanto esforço e entregar a um outro alguém, que nada tem a ver com estes. Isso é o mesmo que culpar/responsabilizar os outros pela própria falta de atitude.

Viram? Tudo o que se pode discorrer à partir de um texto com uma suposta história falsa? Não importa se ocorreu realmente, ou não. O importante é tentar pegar o seu conteúdo como objeto de reflexão e questionamento, não de sua veracidade, mas dos tópicos abordados. Não existem filmes e livros fictícios que nos fazem pensar? O mesmo pode ser feito com este experimento hipotético.

Deixando claro, mais uma vez, que é apenas um ponto de vista. Se está certo, ou não, cada um deve refletir e concluir por si mesmo!

Bom, por hoje é só!

E nunca se esqueçam! O maior de todos os tesouros são os seus sonhos!

Abraços!

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