[SEICHO-NO-IE] O grau mais elevado do amor

Post escrito originalmente em 22 de maio de 2012.


Olá a todos! 🙂 Como vão?

Hoje postarei uma coletânea de pequenas citações do livro Palavras de Sabedoria, da SEICHO-NO-IE.

O grau mais elevado do amor
O grau mais elevado do amor – Imagem retirada deste blog.

“O amor que visa a recompensa é um sentimento interesseiro. Se não vier a recompensa, transforma-se em rancor.”

“Num grau mais elevado de amor, a pessoa ama o próximo e quer vê-lo contente. Entretanto, apesar de não ser um amor interesseiro, ela se sentirá decepcionada ou triste se o próximo não se alegrar ou não perceber a sua boa intenção.”

“No amor que visa a recompensa e no amor que espera ver o próximo contente existe o apego ao ‘eu’. Enquanto a pessoa tiver pensamentos como ‘Eu fiz isso e aquilo por ele; no entanto, o que ele me fez?’, ainda não está livre do apego ao ‘eu'”.

“O amor em seu grau supremo é aquele em que a pessoa , mesmo tendo feito grande bem ao próximo, esquece-se do que fez. O que difere de mera simulação daquele que, quando alguém lhe agradece por algo, faz-se de desentendido dizendo: ‘Puxa! Eu fiz isso? Já nem me lembro…'”.
(Taniguchi Masaharu – Palavras de Sabedoria)

Bom, os trechos são todos do mesmo assunto, o amor. Falando mais especificamente dos graus de amor.

O primeiro mencionado é o que eu chamo de amor egoísta, bastante comum nos dias de hoje. É aquele onde a pessoa que ama faz de tudo para ficar junto da pessoa amada, independentemente dos sentimentos e vontades desta. Quando totalmente rejeitado, transforma-se em rancor ou até ódio. Chamo de egoísta pois, nestes casos, o que importa é somente satisfação de si próprio.

O segundo citado é um amor mais verdadeiro. A pessoa já se preocupa com a felicidade da pessoa amada, e faz de tudo para isso. No entanto, quando não há reconhecimento por parte da pessoa amada, ela se frustra e se sente decepcionada ou triste. Quando isso se repete muitas vezes, pode terminar em discussão, e até brigas.

A terceira citação explica a presença do “eu” nos dois graus de amores anteriores. Portanto, mesmo o segundo é um amor egoístico, apesar de ser menos que o primeiro. São relações onde o ego faça mais alto no coração, do que a pessoa amada em si.

A última citação define o amor supremo. Aquele que a pessoa se doa completa e sinceramente à pessoa amada, fazendo as coisas por ela sem esperar sequer um “obrigado“. Ao meu ver é um grau difícil de se atingir, estando neste mundo material. Mas seria o ideal, talvez o verdadeiro amor verdadeiro seja assim.

De qualquer forma, o amor mais comum que vejo é o primeiro. O segundo é mais raro. Já o terceiro, o amor supremo definido pelo professor Masaharu Taniguchi, confesso que eu nunca vi.

Conceitualmente é fácil de compreender perfeitamente este grau mais elevado. Eu admiro esse amor puro e sem apego descrito. No entanto, anular o totalmente o “eu” requer muita prática, segurança e elevada espiritualidade. Eu admito que não consigo (ainda!). Quando amo, me coloco no segundo grau.

Muitos podem pensar “Para que amar desta forma, sem receber nada em troca”. Eu mesmo já me questionei sobre isso. Mas se pensarmos bem, se a pessoa que amamos nos corresponder, ao amá-la dessa forma, ela também nos amará da mesma maneira, não por retribuição, mas sim por ter o mesmo sentimento. Se a pessoa não o faz, mesmo que nós a amemos incondicionalmente, talvez seja porque, realmente, ela não sinta isso, ou seja, o amor não é verdadeiramente recíproco. Quem ama de verdade não resiste e nem tem porque resistir em corresponder, apenas o faz com alegria e espontaneidade.

Mas não devemos achar ruim com isso, não se pode obrigar alguém a nos amar, ou a outra pessoa. Todos possuem o direito de livre arbítrio! Devemos desejar a felicidade desta, independente de ser com outro alguém. Acredito que quando se ama de forma suprema, não sofremos com isso, pois a felicidade da pessoa amada é tudo o que importa. (Eu, nessas situações, ainda sofro… -risos-).

E como conseguimos chegar a esse nível de amor?

Bom, se eu descobrir isso, prometo que conto à vocês! ^__^ Mas, acredito que o caminho seja o que comentei lá em cima! Procurar elevar a espiritualidade, expandir a consciência, compreendendo melhor nosso propósito aqui neste mundo, automaticamente passamos a respeitar mais os sentimentos do próximo.

Todavia, até chegar lá, eu procuro pensar assim: “De que adianta a pessoa amada estar ao meu lado se está infeliz? Eu não me sentiria bem nessa situação, e talvez a pessoa que ela ame também fique triste. Então, é melhor deixar a pessoa amada ficar com quem ela ama, assim ela fica feliz, ele também; e eu fico um pouquinho feliz por vê-la feliz! (Apesar de doer.). Resumindo, é melhor um sofrendo do que três! xD

Estou buscando me livrar do “eu”, como diz a SEICHO-NO-IE, para conseguir amar alguém de forma realmente incondicional, e que esse alguém, seja minha alma gêmea! 🙂

Bom, por hoje é só!

E nunca se esqueçam! O maior de todos os tesouros são os seus sonhos!

Abraços!

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