Indústria da Beleza

Post escrito originalmente em 14 de fevereiro de 2016.


Olá para todos! 🙂 Como estão?

Hoje irei discorrer sobre um assunto muito sério atualmente. Falarei sobre a indústria da beleza, o padrão de beleza criado por ela e suas consequências na sociedade.

Indústria da Beleza
Indústria da Beleza – Imagem retirada desta postagem.

A ideia desse post veio de um pequeno documentário muito positivo que assisti recentemente, que fala sobre pessoas que vão contra a esse padrão e estão se “libertando” da paranoia de querer ser igual aos modelos. (Veja aqui). No caso do vídeo, é focado no cabelo, mas irei discorrer sobre o assunto como um todo.

Não é novidade que vivemos em uma sociedade consumista, fruto do capitalismo, cuja liberdade comercial e industrial visa sempre o lucro. Além disso, é sabido que a principal ferramenta desta é a publicidade.

Uma das grandes missões de um publicitário é encontrar brechas nos desejos dos potenciais consumidores, para transformar estes em necessidades a serem atendidas pelo produto/serviço de seu cliente. Para isso, há estudos comportamentais e psicológicos do público-alvo para ter-se mais eficácia na criação da campanha publicitária, afim de atingir o alvo.

Atualmente, em plena predominância da cultura das aparências, onde o “ter”/”parecer” é mais importante do que o “ser”, as pessoas buscam satisfação e status através de produtos. Esse é o poder das marcas, que chamamos de branding, onde agregamos valores a determinada marca e, esta faz com que o usuário da mesma tenha a sensação de ser a imagem que esta passa. Por exemplo, se usar o tênis da marca X, o indivíduo será visto como descolado; se usar o desodorante/perfume Y, ele se tornará mais atraente.

E, para mostrar isso, usa-se nos anúncios, pessoas bem-sucedidas em relação a imagem que desejam passar. No entanto, não é só isso, são sempre atores/atrizes/modelos com um certo padrão de beleza, e com corpos perfeitos, que aparecem nesses comerciais. Ou seja, inconscientemente, as pessoas associam o sucesso, o status, o estar bem na vida, com este padrão.

A coisa fica mais pesada se entrarmos nos anúncios relacionados à indústria da beleza. O que é ser uma pessoa bela? Existe um padrão? E quem está fora do padrão? Deve viver excluído? Ou precisa submeter-se à faca para atender a este padrão?

Isso destrói a autoestima, principalmente das mulheres, mas os homens também tem sido afetados, vide os metrossexuais. Afinal, eles induzem as pessoas a se compararem com o(a)s modelos e estão afirmando que para serem aceitos na sociedade, para serem pessoas bem sucedidas, para serem felizes, é preciso ser assim. E, dizem que se consumirem os produtos deles, assim será.

Lembrem-se o que eu disse lá em cima, eles procuram brechas nos desejos mais ocultos do público para transformá-los em necessidades e canalizam esta para a venda de seus produtos. Porém, ao meu ver, a coisa saiu do controle. Estão massacrando o amor próprio das pessoas, para depois “salvá-las” com suas mercadorias (e, é claro, lucrando com isso). É uma forma de escravizar as pessoas em seu interior. Este artigo, de Henriette Valéria da Silva, discorre muito bem sobre isso.

O padrão de beleza é criado e difundido pela moda. E esta, propaga-se através de desfiles, comerciais, revistas, filmes, novelas, outdoors, internet, etc… enfim, está em todos os lugares. Para piorar, este padrão não é algo estático, muda cada vez mais rápido. Hora a moda é ser loiro(a), hora é ruivo(a), hora é moreno(a). Para as mulheres, hora é seios grandes, hora é seios pequenos…. Cintura fina (para as mulheres), abdômen sarado, estatura alta… E assim vai!

A moda precisa mudar, para que as pessoas continuem comprando as roupas do último momento. Porém, isso foi transferido para a aparência física, implicando em plásticas e silicone. Tem até quem chega ao absurdo de tirar uma costela para ficar com a cintura mais fina! (Mas, e quando a cintura fina sair de moda?). Temos a propagação da beleza construída. O aumento da quantidade de cirurgiões plásticos (inclusive dos charlatões) e relacionado estética é o resultado desse fenômeno. Quantas mulheres não morreram nessas cirurgias? Ou tiveram o corpo deformado pelo erro do médico?

Indústria da Beleza - Beleza Artificial
Indústria da Beleza – Beleza Artificial – Foto retirada deste site.

Meu avô sempre (diz) dizia: “A maior herança que recebemos de nossos pais é a beleza única”.

Todavia, o principal revés disso tudo são as doenças psicológicas que elas causam. Principalmente a mulherada, fica paranoica, criando bulimia e anorexia, que acabam com a própria saúde. A vontade de ser como as modelos, alcançado o estilo de vida mostrado nas campanhas, é tanta que chegam a este ponto. E, quantas não perdem a vida por causa disso?

Estes dois distúrbios psicológicos deram origem a expressões como Ana e Mia. Eu desconhecia esse termo, quando o vi, achei que se tratava de algo relacionado à “anemia” (bom, na verdade está, de forma indireta)! Porém, Ana representa a anorexia e Mia, a bulimia. E, o que me assustou, foi saber que existem pessoas pró Ana e pró Mia, ou seja, que é a favor de ser anoréxica e/ou bulímica!

Estamos nos esquecendo do conceito de beleza. O belo não é algo que pode ser padronizado. Isso está intrinsecamente ligado ao olhar de quem vê. Uma pessoa pode ser linda para X, mas feia para Y, ou mais ou menos para Z. Afinal, cada um tem (ou deveria ter) um gosto diferente. Como dizem: “O que seria do amarelo se todos gostassem do azul?”.

No entanto, é verdade que é mais fácil uma pessoa se tornar mais atraente, quando ela ama a si mesmo. E isso não tem nada a ver com a aparência física, e sim como ela se sente em relação a si mesma. O médico, psiquiatra, psicoterapeuta, doutor em psicanálise, professor, e escritor Augusto Cury disse em seu livro “A Ditadura da Beleza e a Revolução das Mulheres“:

“Aprenda diariamente a ter um caso de amor com a pessoa bela que você é, desenvolva um romance com a sua própria história. Não se compare a ninguém, pois cada um de nós é um personagem único no teatro da vida” (Augusto Cury)

Isso tudo implica na autoestima. É preciso elevá-la e protegê-la do que a mídia impõe, e dos seguidores destas, que irão julgar/criticar. É essencial parar de se comparar. Aliás, comparar nunca é bom para ninguém! E é uma atitude sem sentido algum. Cada pessoa é maravilhosa e única! Tem características próprias, modo de pensar próprio, uma história própria, dons próprios, gostos próprios, virtudes próprias, medos próprios, traumas próprios… Enfim, não existem duas pessoas iguais! Então porque no quesito “aparência” (beleza) querem ser todos padronizados?

“Nada mais seguro do que ser igual a todo mundo. Da minha parte eu nego, prefiro ser uma metamorfose ambulante, nem melhor, nem pior, apenas diferente” (Friedrich Nietzsche)

Já imaginou se todos fossem iguais? E com gostos iguais? Magros, altos, sarados, olhos claros… Que chato seria, não? O que dá brilho às pessoas são as diferenças! Cada pessoa é linda de um jeito diferente! Assim como são as flores! A rosa e a margarida são diferentes, mas ambas são lindas! E, é claro, há quem prefira rosas, e a quem goste mais de margaridas, e não há nada de errado ou ruim nisso!

Cada um é muito mais do que a própria beleza exterior. O corpo não é você! Quem nunca conheceu uma pessoa que achou estonteante de tão belíssima, mas que ao conhece-la mais profundamente (seu jeito de ser, seu caráter, suas manias) o “encanto” desapareceu? Ou o contrário, alguém que não se destaca pela aparência, mas ao conhecê-la melhor, se torna surpreendentemente linda? Isso prova que a beleza verdadeira é o conjunto todo! Mas 90% vem do interior!

Com isso, não estou dizendo que não devemos nos preocupar com o corpo. Mantê-lo saudável é importante! Cuidar dele é algo muito bom! Mas que não se torne um motivo de neurose.

Se fizer exercícios, faça-o para se sentir bem! Dieta? A melhor dieta é comer de tudo um pouco, de forma moderada e em intervalo de tempo regular! E isso é bom para a saúde! Não tem nada a ver em querer desesperadamente emagrecer.

Quanto à roupa, calçados, cabelos e outras coisas relacionados à moda, não precisa ser o que está em voga! Use o que gosta! O que faz você sentir-se maravilhoso(a)! E daí se for diferente? E daí se alguém reparar e estranhar? O importante é estar de bem consigo mesmo, e ser feliz! Assim como é mostrado no documentário que mencionei no início do post.

Como disse em minha postagem anterior:

“Preocupe-se mais com sua consciência do que com a sua reputação. Porque sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam, não é problema nosso… é problema deles.”

Precisamos curar a autoestima da humanidade. São escravas do que lhes são impostos, mas isso ocorre pois não aprenderam a questionar. A mídia é a causadora, mas não a culpada. A culpa é de nós mesmos, por nos deixarmos ser dominados pela insegurança e ansiedade; por não nos conhecermos o suficiente para nos apaixonarmos pela nossa existência; por faltar determinação para bater o pé e dizer “O que vocês (mídia/indústria da beleza) estão oferecendo, eu não quero! Eu não sou e nem preciso ser assim!”.

É necessário parar de seguir o fluxo da maioria (que segue a moda), e começar a refletir o caminho que deseja seguir, definir quem você é, realmente.

Desejo, profundamente, que as pessoas parem para pensar, para se conhecerem e passem a se amar de verdade, assim mesmo, como é agora! Sem se preocupar com os olhares alheios. Afinal, quem ama alguém de verdade, o(a) ama por ser quem é.

Por hoje é só!

E nunca se esqueçam! O maior de todos os tesouros são os seus sonhos!

Abraços

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Sobre a educação

Post escrito originalmente em 13 de novembro de 2015.


Olá a todos! 🙂 Tudo bem?

O assunto do post de hoje, me ocorreu após ler esta matéria da BBC Brasil:

Sobre a educação
Foto de Marcelo Hide, retirado do site da BBC Brasil.

No Japão, alunos limpam até banheiro da escola para aprender a valorizar patrimônio

“Enquanto no Brasil escolas que “obrigam” alunos a ajudar na limpeza das salas são denunciadas por pais e levantam debate sobre abuso, no Japão, atividades como varrer e passar pano no chão, lavar o banheiro e servir a merenda fazem parte da rotina escolar dos estudantes do ensino fundamental ao médio.” (Matéria de Ewerthon Tobace. BBC Brasil)

~> Veja a matéria completa aqui.

Sabemos que a educação em nosso país está decadente. E, quando falo de educação, não refiro-me apenas à escolar, mas também a boa educação, que remete ao senso de responsabilidade e respeito para com os demais cidadãos.

Nesse quesito, o Japão é um país bastante admirável, já que ensina desde a infância a importância do “se preocupar com o coletivo“. O resultado desta é a quase ausência de lixo no chão das ruas e calçadas, rios limpos, as “cacas” dos animais de estimação são recolhidas (e não são jogadas no lixo dos outros), o banheiro público é higiênico, etc..

O foco da educação por aqui são as matérias escolares, e somente isso. Obviamente isso é importantíssimo, mas existem outras faces desta que deveriam ser exploradas e lecionadas. Mesmo que digam que a educação começa em casa (o que é uma verdade), não significa que as instituições educacionais devam negligenciar isso.

Voltando ao Japão, o período de aulas é integral. Tem-se as matérias “normais” durante um período, e no outro é dedicado à atividades extracurriculares, indo desde culinária, até as mais diversas atividades de variadas áreas como artísticas, biológicas, esportivas, etc.. Ao meu ver, isso é muito positivo, pois permite as crianças experimentarem diversas atividades diferentes, facilitando uma melhor escolha de sua profissão no futuro. Sem contar o estímulo cultural que isso proporciona.

Além disso, como dito na reportagem, todas as atividades de higiene são realizadas pelos alunos. Inclusive a preparação das merendas/almoço, lavagem da louça, etc., tudo separado em grupos que se revezam. Isso dá uma noção ainda maior do todo, do trabalho em equipe, e do preocupar com o grupo (que na fase adulta implica na sociedade). Em outras palavras, ninguém vai sujar um local público, pois é de todos, se sujar, vai incomodar alguém e, é irresponsabilidade fazê-lo.

Obviamente, educação não se limita a apenas isso. As regrinhas básicas, que todo mundo conhece, mas muitos não praticam, também fazem parte. Por exemplo: “bom dia/tarde/noite“, “obrigado“, “por favor“, “com licença“, “desculpe-me“, etc..

Ensinando isso às crianças, por si só elas devem cultivar a consciência de que o próximo existe, passando a enxergar melhor que ele é um humano único, com raízes, sentimentos e pensamentos próprios e distintos, aprendendo a esforçar-se para compreendê-los melhor, ou no mínimo, respeitá-los.

Já que estamos falando de educação, quero mencionar outro artigo, também da BBC Brasil.

Sobre a educação - 5x3
Foto retirada do site da BBC Brasil.

Por que 3×5 não é igual a 5×3: uma simples conta que está dividindo a internet

“Mesmo para os adultos que ainda sofrem com tabuada, 5×3 não traz grandes dificuldades.

Então por que essa simples conta está causando uma polêmica tão acalorada na internet?

Tudo começou quando uma foto da resposta dada a essa questão em um exame de um aluno americano foi compartilhada na rede social Reddit.

Na prova, o aluno responde que 5×3 era igual a 15 seguindo o raciocínio de que a soma de 5+5+5 tem o mesmo resultado. Mesmo assim, o professor corrigiu a questão dizendo que a resposta do aluno estava errada.” (Matéria sem nome do autor. BBC Brasil)

~> Veja a matéria completa aqui.

Com esta menção, quero iniciar outro ponto em relação à educação nos dias de hoje. Mas antes, vou comentar sobre a questão apresentada, onde a grande maioria dos comentários criticam a atitude do professor (e pior, percebe-se que muitos dos carrascos são pessoas estudadas), dizendo que a resposta do menino estava correta: “5×3=5+5+5=15”.

No entanto, o professor disse estar equivocada, sendo que a resposta certa seria: “5×3=3+3+3+3+3=15”.

Eu concordo com o professor. Reparem bem na frase: “cinco vezes três“. Ela significa: “cinco vezes o número três“, ou seja, somar o 3 cinco vezes, portanto: 3+3+3+3+3.

É isso o que as escolas tem deixado de ensinar: a pensar, refletir e questionar. Os alunos não são estimulados a pensar nos assuntos das matérias que são dadas, muito menos são instigados a questionar. Apenas o professor ensina o conteúdo “mastigado“, e o aluno repete aquilo como uma verdade, não se preocupa em tentar compreender a razão de ser assim.

Muitos possuem dificuldades com problemas de matemática, pois não compreendem o que uma sentença matemática quer dizer. Apenas decoram fórmulas e as aplicam mecanicamente.

“A ordem dos fatores não alteram o produto”. De fato, tanto “3×5”, quanto “5×3” possuem o mesmo resultado “15”. No entanto, isso não implica que ambos tenham o mesmo significado. Sem pensar no resultado, dizer que somou 3 vezes o número 5, e 5 vezes o número 3 é o mesmo processo? Não! Na primeira soma, temos três parcelas, já na segunda, temos cinco, são operações diferentes que possuem o mesmo resultado. Caso ainda não aceitem isso, vamos a um exemplo prático: imaginem que alguém de renda não muito alta, comprou algo no valor de R$15.000,00. Para esta, poder parcelar em cinco vezes de R$3.000,00 tem o mesmo significado de fazê-lo em três vezes de R$5.000,00? O resultado é o mesmo, mas o processo é bem diferente, não é a mesma conta. E, na vida prática, muitos não poderiam comprar na segunda condição.

Alguns irão pensar: “mas se o resultado é o mesmo, então tanto faz”. Talvez no problema matemático da escola! Mas, vejam na prática (o exemplo que acabei de citar ilustra isso). Além disso, isso faz parte de algo chamado compreensão do que está sendo questionado. Qual o sentido de se saber fazer uma conta se não sabe o que está acontecendo?

Eu, graças à Deus, tive excelentes professores de exatas, durante meu colégio. Eles sempre ensinavam o porque das coisas. Por exemplo, na física, ciência que possui milhares de fórmulas, a grande maioria decora todas elas para a prova. Mas, qual o sentido disso?

Lembro-me de um teste, na qual havia uma questão que precisava de certa fórmula, no entanto, eu a havia me esquecido desta. Porém, como eu entendia de onde vinha aquilo tudo, consegui deduzir a solução por conta própria, usando os dados mencionados e resolvi corretamente o problema. Se eu tivesse apenas decorado, estaria encrencado…

Estou martelando em exatas, mas isso vale para todas as disciplinas! No caso de humanas, ao invés de decorar os fatos, entenda-os! Em biológica, tudo possui uma lógica, e tudo está ligado! A chave é tentar compreender esta.

As crianças de hoje escutam o professor e repetem a informação passada, raramente questionam o motivo de ser assim, ou palpitam a razão de não ser assado. Uma boa aula é aquela onde tanto o aluno, quanto o professor aprendem algo, conhecem uma perspectiva diferente do assunto estudado. Afinal, dizem que na ciência, nenhuma verdade é absoluta.

Não me esqueço da minha conversa com meu professor Caione, sobre o conceito de tempo, espaço e eternidade. Ele me explicou sob a ótica da física, mas também, me deu a sua visão pessoal do assunto, meu acervo cultural cresceu muito só de aprender um novo ponto de vista disso tudo. E, espero eu, que meu olhar do assunto também tenha tido o mesmo efeito nele.

O Dr. Augusto Cury sempre comenta em suas obras que os alunos não estão aprendendo a pensar, a argumentar e a questionar. Além disso, segundo o mesmo, não estamos ensinando as crianças a reeditar as frustrações e traumas, e nem a lhe dar com derrotas e fracassos, pelo contrário, apenas cobra-se que elas se esforcem para serem as melhores.

Criança, hoje, além da escola normal, aprende diversos idiomas e fazem cursos extras, muitas vezes contra a vontade. Isso estressa a pobrezinha. Tudo isso é importante, mas a criança precisa brincar, para desenvolver sua criatividade, curiosidade, a espontaneidade, formar sonhos, descobrir a si mesmo para poder voar na direção do sucesso, pelo caminho que desejar.

Por isso, sou tão pró ao método japonês. Com mencionei antes, existem atividades além das aulas normais, mas ninguém é obrigado a nada. Apenas recomenda-se que se escolha algum “clube”. Pode-se escolher entre o clube de culinária, ou o clube de jornalismo, clube de rádio, cinema, desenho, biologia, artes, futebol, tênis, etc.

Em nosso país, o ensino atual prepara a pessoa para o mercado de trabalho, com inúmeros conceitos, fórmulas, informações e estudos. Às vezes, oferecem um pouco de prática. No entanto, estão esquecendo-se de aprontar os mesmos para a vida, para o bom convívio, e para serem humanos.

Treina-se o intelectual, mas abandona-se o emocional. O resultado disso, vemos em nosso dia a dia. Pessoas estressadas e irritadas, que nunca olham ao seu redor, não reparam em coisas maravilhosas e importantes como nas flores, no céu bonito, no arco-íris, nos amigos, no amor da sua vida; esquecem-se que o próximo tem sentimentos e vontades próprias, e que estas provém de uma criação diferente e uma formação de pensamentos e sentimentos que são de origens distintas de cada uma, acarretando na dificuldade de compreensão do próximo (quando há esta disposição); pessoas que querem impor seu modo de pensar/resolver as coisas, sem dar ouvidos a outras opiniões; o egoísmo/egocentrismo não intencional, ou seja, elas são assim sem perceber; dificuldade de reagir a uma crítica, uma derrota, um fracasso; a relutância em perdoar e se colocar no lugar do próximo; entre muitas outras coisas.

O assunto sobre educação é amplo, por isso, vou parar por aqui. Gostaria muito que todos refletissem no verdadeiro sentido da educação e do aprender, que se lembrassem da importância do questionar, e do ser curioso.

Bom, por hoje é só!

E nunca se esqueçam! O maior de todos os tesouros são os seus sonhos!

Abraços!

Deus e Homem

Post escrito originalmente em 16 de fevereiro de 2013.


Olá pessoas! 🙂 Como estão?

O assunto deste post pode causar discordâncias, afinal, pode-se dizer que é um assunto “polêmico”. Falarei sobre Deus e sua relação com o ser humano, e também, o que penso sobre Ele. Já vou adiantando, não tenho pretensão de revelar verdades, e sim o meu olhar do assunto, apenas. Aos religiosos fervorosos e interessados que, por ventura lerem este post, estão convidados a debater, só peço respeito, afinal, religião é algo pessoal e cada um tem o direito de crer no que desejar.

Deus e Homem
Imagem retirada deste blog.

Ao meu ver, Deus não está lá em cima, enquanto os homens estão aqui embaixo. Afinal, na própria Bíblia diz que o homem foi criado a imagem de Deus. Como Deus é perfeição, acredito que a essência do homem também o é.

Deus é a força criadora, a Mente idealizadora que criou todas as coisas do céu e da terra com o poder da Palavra. E, como Ele nos presenteou com o habilidade de utilizar a Palavra, também temos essa capacidade.

A relação entre Deus e homem é a mesma entre fonte luminosa e luz. Somos todos uma extensão de Deus, e somos capazes de manifestar a perfeição dEle. Assim como, herdar toda a provisão infinita. Todavia, muito podem argumentar que o homem é um pecador, pois muitos deles cometem atrocidades como roubar, matar e prejudicar o próximo.

A princípio parece verdade que esses fatos ocorram. Mas digo que essa imagem de pecador não passa de ilusão. Uma manifestação errônea da Imagem Verdadeira dessas pessoas. Na verdade, lá no fundo (na sua essência real), todas as pessoas são perfeitas e maravilhosas. Se enxergarmos isso no próximo, com certeza estaremos ajudando a manifestar essa perfeição.

Todas as coisas foram criadas por Deus, sendo Deus perfeição, tudo o que ele criou também é perfeição, afinal, não tem como uma existência perfeita errar. Deus criou o homem, portanto, ele é perfeito. Deus não criou o pecado, nem a doença e tampouco a morte, pois essas coisas não são perfeições, por isso, não existem verdadeiramente. Tanto é verdade que, Jesus Cristo trouxe pessoas de volta a vida. Ele jamais contrariaria algo criado pelo seu Pai, provando assim, que a morte não é criação de Deus.

Mas, então porque o homem morre? Muitos podem questionar. Mas nunca foi dito que o corpo material não morre, o que foi discorrido é que o homem não morre, e o homem não é o corpo, e sim sua essência. Se o ser humano fosse seu corpo material, e se este é a imagem e semelhança de Deus, então Ele também seria algo material. Sendo assim, por que não o detectamos com os nossos cinco sentidos? A resposta é: porque Ele não é uma existência material, e sim uma Essência (muitos chamam de Espírito, outros de Energia), portanto, o homem também o é, e não o seu corpo carnal (que é apenas uma “veste” do homem verdadeiro, um instrumento para poder estudar na “escola” chamada mundo material.).

O que faz manifestar no mundo material o pecado, a doença e a morte somos nós mesmos. Como disse anteriormente, Deus é a força criadora que com sua Mente idealizou e criou todas as coisas. Como somos a imagem de Deus, também temos esse poder de criação. E, assim como Ele o fez, nós também o fazemos com a nossa Mente. Nossas atitudes mentais errôneas criam doença e atraem acontecimentos desagradáveis. Nós somos o que pensamos.

Ao contrário do que muitas religiões pregam, Deus não castiga ninguém, pois Ele é Amor, apenas ama e perdoa seus filhos. Ele sabe que o pecado não existe. Os pecados cometidos são apenas ilusões criadas por mentes de pessoas que desconhecem a Verdade. Deus é Amor, é Sabedoria, é um Ser Magnânimo e Compreensivo. Não julga ninguém, apenas ama incondicionalmente. Não devemos temê-lo.

Dizer que nós somos imperfeitos e pecadores é o mesmo que duvidar da perfeição de Deus, pois foi Ele quem nos criou e disse no final de sua criação que tudo estava muito bom.

Porém, ao dizer que somos perfeitos como Deus, não significa que devemos nos sentir maiores e que podemos rebaixar os outros. Pois, assim como nós, os outros também são perfeição e, por isso, são iguais a nós. Nunca devemos nos esquecer de que Deus, apesar de grandioso, é humilde. Isso é claro nas atitudes e palavras de Jesus Cristos (recomendo a leitura da coleção “Mestre dos Mestres” de Augusto Cury, ele analisa a vida de Cristo numa perspectiva não religiosa).

Porém, muitos podem argumentar que não parecemos perfeitos, já que cometemos erros. O que pode ser verdade, mas isso ocorre exatamente por não agirmos/pensarmos em conformidade para que tudo seja perfeito. Isso é como fotografar uma flor com uma lente suja. A flor está lá, perfeita! Mas, a foto não sairá assim, por conta da sujeira da lente. Essa sujeira são as ilusões decorrentes de pensamentos e atitudes errôneas, que são contrárias à perfeição original.

A melhor forma de manifestarmos nossa Imagem Verdadeira, é compreender a nossa verdadeira essência e agir em conformidade com a vontade de Deus. A vontade de Deus é o crescimento espiritual infinito de todos. O nosso crescimento material é consequência de nossa evolução como ser humano.

Os que não agem em conformidade com a vontade de Deus, ao contrário do que muito acreditam, não são castigados por Ele. Mas deixam de receber a provisão infinita dEle, não por castigo, mas por não estar receptivo a essas provisões. Na verdade, apenas colhem o que plantaram.

A maior prova de que o pecado não existe, e que Deus é compreensivo para com os equívocos de seus filhos, é a existência de Jesus Cristo, que com suas palavras e com a cruz fez desaparecer o pecado da humanidade; assim como todos os Budas fizeram remir todos os pecados; assim como, Masaharu Taniguchi, através de seus manuscritos também fez com que o pecado voltasse ao seu nada original. Essas pessoas iluminadas vem ao mundo para nos lembrar da Verdade de que somos filhos de Deus perfeito, e que devemos agir como tal, caso contrário, não conseguiremos manifestar devidamente nossa perfeição e, consequentemente, sofreremos.

Digo isso, mas essa Verdade está escrita em vários lugares, e foi dita por diversas pessoas que marcaram a história (vide Einstein, por exemplo), só que com perspectivas diferentes. Recomendo a leitura de “O Segredo” da Rhonda Byrne, que menciona vários nomes da história da humanidade que falaram sobre esta mesma verdade, de formas diferentes.

Eu sou simpatizante da filosofia SEICHO-NO-IE. Por isso, minha visão sobre a relação entre Deus e homem é bastante semelhante à desta. O que escrevi aqui é apenas minha visão sobre Ele.

Quem quiser perguntar algo, acrescentar ou discordar, fiquem à vontade! Meu intuito é debater, conhecer novas visões e alimentar o meu acervo filosófico. Só peço respeito em relação à minha crença e às demais religiões.

Bom, por hoje é só!

E nunca se esqueçam! O maior de todos os tesouros são os seus sonhos!

Abraços!

Não grite com as pessoas!

Post escrito originalmente em 08 de março de 2016.


Olá a todos! 🙂 Como estão?

Neste post, que na verdade é um repost, falarei sobre o péssimo hábito de gritar. Encontrei este artigo via o Cosmopolitan Girl, e achei interessantíssimo!

Não grite com as pessoas!
Imagem retirada deste site.

“Quando uma pessoa grita, faz isso para ser escutada. Mas isso acaba servindo de pretexto, inconsciente, para extravasar o estresse. Gritos são uma forma de violência contra o parceiro, contra os filhos, amigos, colegas… Mas é mais que isso. Quando você grita, agride as emoções do outro. Gera frustrações, ressentimentos, medo. Se for com os filhos, reduz a autoestima deles e os educa a reproduzir esse tipo de comportamento.

Quem grita, quem fala alto dá indicações do quanto é inseguro. Pessoas seguras não gritam.”

Texto completo no Blog do Ronaldo.

Eu já havia lido sobre as consequências psicológicas causadas por quem tem o costume de gritar com as pessoas ao seu redor, em um dos livros do Augusto Cury, se não me falha a memória, foi no “As Regras de Ouro dos Casais Saudáveis“. E, o artigo que mencionei acima confirma o que eu já havia lido.

Ao gritar com alguém, demonstra-se imposição. Concomitantemente, diz-se que não tem controle emocional e que é intolerante. Além disso, este ato tem consequências desastrosas na psique de quem recebe o grito. Ele traumatiza e, cada vez que isso se repete, o(a) torna mais condicionada a se defender, mesmo quando não há gritos. Cria-se uma aversão.

Quem tem o costume de gritar, ou ficar bravo, acaba afastando as pessoas, pois ninguém gosta de receber bronca por qualquer coisa. A insegurança de pessoas que tem essa prática as tornam menos confiáveis também. Afinal, pessoas seguras de si não precisam gritar, pois podem conversar e expor suas ideias de forma tranquila.

Segundo Cury, o que irrita esse tipo de pessoa é o fato de querer que as pessoas ajam conforme sua própria vontade (ou de acordo com seus próprios planos), sem considerar a opinião de ninguém. Geralmente, quem grita muito, escuta pouco os demais. (E, com o tempo, acabam tendo a audição comprometida. Pois, quem não dá ouvidos aos outros, não precisa da audição. – Não é algo comprovado cientificamente, mas reparem! Está intrinsecamente ligado à Lei da Casualidade.).

Bom, por hora é só!

E nunca se esqueçam! O maior de todos os tesouros são os seus sonhos!

Abraços!