Feminismo? Femismo? Machismo? Masculinismo?

Olá pessoal! 🙂 Como andam?

Hoje vou falar sobre um assunto que está em alta e, que gera muitas confusões nas discussões. O assunto é feminismo, “femismo“, machismo e masculinismo. Falarei das suas características e minha opinião sobre tudo isso.

Símbolo do feminismo
Símbolo do feminismo: Imagem retirada deste Pinterest.

Antes de tudo, vamos definir as coisas, começando pelo machismo, que é uma ideologia (por isso, o sufixo -ismo), que prega a superioridade masculina sobre as mulheres. Seus traços são predominantes em nosso mundo há séculos e, aos poucos a situação vem mudando, embora, ainda esteja presente em nosso dia a dia.

Já o seu antônimo é o “femismo“, certo? Errado! Esta palavra é um neologismo criado pelas feministas, para separar as extremistas do movimento. Portanto, não existe! O termo correto do nosso idioma que é o mais próximo para ser o antônimo de machismo seria misandrismo, como explica o site da Superinteressante. Esta é a ideologia que exalta a supremacia das mulheres, visando inferiorizar os homens. Outra característica desta, é o medo, aversão, ódio e/ou repúdio aos homens (essa parte do significado da palavra é que foge do oposto de machismo. Para isso, existe a palavra misoginia, todavia, não irei me prolongar para não fugir do assunto e transformar essa postagem em uma aula de semântica.).

Muitas pessoas confundem o misandrismo com o feminismo. Este é o movimento que tem como objetivo, equivaler os direitos das mulheres com o dos homens. Digo equivaler, ao invés de igualar, pois, há pontos em que as diferenças são necessárias, por exemplo, a licença maternidade deve ser bem maior do que a licença paternidade, por motivos óbvios. Afinal, homens e mulheres merecem direitos e respeito iguais, porém, há diferenças fisiológicas e psicológicas de cada gênero, que devem ser consideradas. (*ATUALIZAÇÃO 23/03/2020: No final da postagem acrescentarei informações que adquiri ao pesquisar mais profundamente o assunto. Veremos que o feminismo e a misandria estão intimamente ligados.*).

Só para completar, o “oposto” do feminismo seria o masculinismo (sim, existe!). São homens que lutam contra a pressão que é colocada nestes, devido ao estereótipo masculino (criado pelo machismo). Não é segredo que existem características que compõem a imagem da masculinidade. Por exemplo, um homem com atitudes mais delicadas já recebe olhares tortos. Outra luta que faz parte da causa dos masculinistas é contra a violência doméstica. Esse problema não é exclusivo da mulher, havendo um agravante de que o homem que sofre com isso, não tem onde recorrer ajuda e nem acolhimento, não sendo levado a sério, afinal, como dizem, “homem de verdade” não tem essa “frescura”. Há várias outras causas dos masculinistas, não vou abordar tudo aqui, mas, este artigo da Incrível trata o assunto de forma mais completa.

Feminismo x Misandria
Feminismo x Misandria. Imagem retirada deste site.

Tudo definido, certo? Assim, fica bem claro que o feminismo e o masculinismo são movimentos saudáveis, tendo uma causa justa pela qual eles lutam. Enquanto a misandria e o machismo são ideologias preconceituosas e extremistas.

Não discorrerei muito sobre o masculinismo, pois, ele possui bem menos expressão que o feminismo, e é bem pouco conhecido do público em geral. Portanto, meu assunto se focará mais no feminismo e o problema que a confusão de termos causa. (*ATUALIZAÇÃO 23/03/2020: Confusão essa, justificada no final da postagem. E, que talvez, não seja tão equivocado assim*).

Podemos ver muitas feministas com características de misandristas e, é isso que mancha a imagem das feministas, ao meu ver. E, é possível perceber que a coisa sai do controle em muitas situações, fazendo com que os menos informados achem que é tudo a mesma coisa.

Não há sentido em classificar a qualidade de alguém através do sexo, seja homem ou mulher. Isso nada mais é do que um preconceito. Afinal, cada indivíduo é muito mais do que o seu gênero.

Talvez por conta dessa bagunça, o feminismo (que, na verdade é misandria) extrapola e, cria um sentimento antifeminista, e com razão. Afinal, passar do extremo machismo para a extrema misandria é de grande estupidez.

Eu sou totalmente a favor da mulher conquistar seu espaço e respeito que merece, já que, por séculos, ela sofreu com a tolice do machismo extremo. Porém, tenho visto mulheres que se dizem feministas (são misandristas) julgando homens como machistas por motivos que considero exagerado.

Por exemplo, ao abrir a porta do carro para uma mulher, ela se enfurecer e acusá-lo de machista, argumentando que ela é capaz de abrir a porta sozinha. Aí vem o questionamento: ser gentil é ser machista? Talvez, essa moça tenha associado a atitude com o cavalheirismo. Mas, aí vem outra dúvida: ser cavalheiro com uma mulher é ser machista?

Cavalheirismo
Cavalheirismo – Foto retirada deste site.

A resposta é complicada, pois, isso depende da intenção com que o homem faz essa gentileza. Há quem as faça, por considerar a mulher mais frágil, digna de ser protegida e paparicada. Nesse caso, creio que seja um pouco de machismo, pois, estamos colocando-a em um nível abaixo. (Muito embora, eu não ache ruim se alguém me fizer gentilezas como essas!).

Porém, o meu entender de cavalheirismo é um pouco diferente. As gentilezas são feitas não por ela ser o sexo frágil, mas, por amar e querer expressar isso com atitudes. Bem como, pode ocorrer entre pais e filhos, por exemplo. Já abri a porta da sala para meu pai entrar, ou para minha mãe. Isso é ser machista?

Para ser sincero, já abri a porta do carro para um amigo! Certo que ele achou estranho, mas, por que não? E, por que eu fazer isso por uma mulher a quem amo, ou a quem estou interessado é machismo? Então, poderei ser gentil com qualquer pessoa que não seja mulher?

Pode acontecer também, dela abrir a porta para o ele, não? Por exemplo, se ela estiver mais próxima da porta, e ver eu chegando, e abri-la para mim, é um caso de misandria? Não! É apenas uma gentileza!

Sempre gostei das atitudes de um cavalheiro, mas, nunca enxerguei isso como forma de me mostrar superior à mulher. É apenas aquela vontade de demonstrar o carinho através de atitudes. Tendo essa intenção e levar bronca, sendo acusado de machista é algo muito triste.

Sendo sincero, penso que a gentileza deve ser sempre bem vinda! Independente se o ato vem do homem ou da mulher. Será que não existe uma certa paranoia em demonstrar que é sempre a mulher que deve tomar a atitude, caso contrário, ela está sendo rebaixada? Percebem como esse tipo de pensamento também é machista? Explicando: se o homem toma a atitude, ele está sendo superior, e a mulher é inferiorizada. Porém, se for a mulher a faze-la, aí ela está se igualando ao homem!? (segundo a misandria). Não tem algo de estranho nisso? Por analogia, considerando a primeira situação, então na segunda, a mulher não estaria sendo superior ao homem ao invés de igual?

Em verdade, independentemente de quem tomar a atitude, ninguém é superior a ninguém só por isso. Já que isso está mais ligado à personalidade da pessoa do que ao seu sexo. Apenas usei isso como exemplo para facilitar a visualização de meu raciocínio.

Uma outra situação que vi ser apontada em um vídeo feito por uma feminista (infelizmente não guardei o link) na qual ela considerou um ato machista, e que me deixou em dúvida, foi o seguinte: quando uma mulher usa um decote mais ousado, e um homem ficar olhando este. Não consegui compreender o porque de olhar o decote ser considerado machismo. Penso que isso está mais ligado à atração sexual do que a superioridade de gênero (que caracterizaria o machismo.). A situação me parece a mesma de uma mulher que olha para as pernas ou o “tanquinho” de um homem por quem ela se interessou. Não considero isso misandria.

Percebem como a situação é delicada e cheia de detalhes que variam muito conforme a interpretação pessoal de cada um? Isso porque apontei apenas dois casos, que são considerados como machistas, mas, que podemos questionar, dependendo da interpretação usada. E, notaram como tudo isso atrapalha o verdadeiro movimento feminista, que continua visando a igualdade de direitos e respeito?

Agora, sobre minha posição no assunto, sou totalmente a favor da igualdade de direitos e de tratamento entre homens e mulheres, afinal, somos todos igualmente seres humanos. Fico muito feliz com o espaço que elas conquistaram nesses últimos anos e, torço para que isso continue, pois, o machismo ainda existe. Porém, não devemos pender a caminhar para o extremo oposto, pois, ambos extremos são ideologias tolas.

Igualismo!
Igualismo! – Imagem retirada deste site.

Se analisarmos bem, o feminismo e o masculinismo estão lutando pela mesma causa, apenas por gêneros diferentes. Porém, os objetivos são praticamente os mesmos. E ambos lutam contra resquícios culturais e comportamentais criados pelo longo período de domínio machista. Penso que seria inteligente se ambos se juntassem em um movimento “igualista” (neologismo meu), assim, eliminaríamos a imagem de que só as mulheres são feministas, e só os homens são masculinistas. Juntos, ambos movimentos ficariam mais fortes para combater tanto o machismo, quanto o “femismo” (misandria). Fica aí minha sugestão!

Só para deixar realmente bem claro, a finalidade desta postagem não é confrontar o feminismo, mas sim, fazer refletir sobre os assuntos que giram em torno deste, em especial a confusão de definições, que está sim intrinsecamente ligada ao movimento, querendo ou não. Rogo que um dia, todos tenham direitos iguais, sendo respeitados independente do sexo, etnia ou credo. E, que usemos as palavras de forma mais consciente, de acordo com seu real significado.

Masculinismo + Feminismo
Masculinismo + Feminismo: Imagem retirada deste site.

*ATUALIZAÇÃO 23/03/2020: Por alguma razão, ao ver algumas discussões e argumentações entre feministas e antifeministas, algo me incomodou, e eu resolvi dar uma pesquisada geral nesses conflitos. Para fazer a postagem, eu li muitos artigos de feministas, para entender o que elas defendem e a visão dela. Após pesquisar o lado oposto, percebi que minhas leituras iniciais foram superficiais.

O que vi, nas mencionadas discussões, foram as feministas que praticam misandria em seus discursos. Essas, que as feministas costumam apontar como “femistas“. Todavia, após ver esse vários exemplos de discussões e debates, passei a perceber que a maioria das feministas são “femistas”, embora nenhuma delas se intitulem assim. Sinceramente, fiquei bem decepcionado, pois, até me simpatizei com o ideal de igualdade de respeito e direitos, principalmente se esses movimentos lutarem em países onde realmente há discriminação para com as mulheres.

Porém, o que vi nas representantes do movimento foi ódio e vitimização. Elas não possuem argumentos embasados para defenderem a causa, que costuma atacar o homem de todas as formas possíveis e impossíveis. Além disso, costumam torcer e omitir fatos, muito provavelmente, por não ter respostas coesas.

Então, passei a pensar que o movimento feminista apenas perdeu o foco e o caminho. No entanto, indo mais a fundo, vemos que o feminismo já tinha discurso misândrico desde o início. Por exemplo: Elizabeth Stanton (1815–1902), uma das precursoras do feminismo disse: “Nós somos, como um dos sexos, infinitamente superior aos homens (…).”. Com isso, podemos perceber que o sentimento de misandria está na raiz do movimento. Não à toa, as confusões entre feminismo e misandria que mencionei durante a postagem, ocorreram. Pois, no fundo, estão intimamente ligados.

Por outro lado, vendo apenas a definição nua e crua, apresentada atualmente do feminismo, por exemplo, segundo o Google: “doutrina que preconiza o aprimoramento e a ampliação do papel e dos direitos das mulheres na sociedade.”, é sim, ao meu entender, um movimento válido. É uma pena que o feminismo na prática, não lute exatamente por isso.

O Canal Tragicômico tem vários vídeos contra o feminismo (embora, este não seja o foco do canal dele), onde ele utiliza discussões reais, e faz toda uma análise dos argumentos de ambos lados. E, em todos os casos, fica visível o que eu discorri nessa atualização de postagem. Se quiserem ver algo, recomendo uma série de três partes que ele analisa uma discussão entre a Ayu Brazil e um grupo de feministas (Parte 1 | Parte 2 | Parte 3). Mesmo a Ayu sendo namorada dele, dá para ver que ele não ficou puxando pro lado dela, os argumentos e explicações dadas por ele são coesas e fazem sentido.

Optei por não mudar o conteúdo original da postagem, embora tenha algumas informações equivocadas, para deixar de exemplo de, como podemos nos enganar se não pesquisarmos a fundo o assunto. Continuo sendo a favor da igualdade de respeito em ambos gêneros, mas, agora vejo que não é necessário carregar um rótulo de “feminista” ou “masculinista” para fazer isso (muito embora eu nunca tenha me declarado como nenhum dos dois).

Para encerrar, deixo um vídeo da Deputada Ana Caroline Campagnolo, onde ela aponta o fato de violência doméstica contra homens ocorrer de forma muito mais numerosa do que contra as mulheres. E, no final, ela mostra um vídeo de um experimento social, que evidencia a reação das pessoas em relação a um caso de violência masculina contra a mulher (onde muitos se manifestam contra o agressor); e depois, um em que mostra a reação das pessoas de um caso de violência feminina contra um homem (onde quase TODOS apenas dão risada). Confiram (via YouTube):

*


Por hoje é só!

E nunca se esqueçam! O maior de todos os tesouros são os seus sonhos!

Abraços!

O que é ser espiritualista de verdade?

Olá queridos e queridas! 🙂 Como estão?

Na postagem de hoje quero fazer uma pequena reflexão sobre o que é ser espiritualista. Lembrando que ser espiritualista e ser espírita são coisas diferentes, já que o segundo está diretamente ligado à religião espírita, e não é sobre isso que discorrerei.

O que é ser espiritualista de verdade?
O que é ser espiritualista de verdade? – Foto retirada deste blog.

A grosso modo, uma pessoa espiritualista é aquela que pratica a sua espiritualidade, focando-se mais nas energias do que na matéria (o que é meio contraditório, mas esse assunto fica para outra postagem). E, ligada a ela, estão várias práticas e técnicas (maravilhosas, diga-se de passagem), como a meditação, o Yoga, o Ho’oponopono, o uso de pedras e cristais, a utilização dos mantras, etc. Estando intimamente ligada à Expansão da Consciência.

Mas, será que é isso mesmo? Será que adianta fazer tudo isso, se no dia a dia, tem-se pensamentos destrutivos e/ou densos, se é mal educado ou impaciente com as pessoas, se está esporadicamente reparando e criticando os outros, ou se fica se lamentando pelas coisas do passado?

Penso que uma pessoa espiritualista de verdade é aquela que está de acordo com o seu Espírito e, quando digo Espírito, refiro-me à essência, o Eu Verdadeiro (Eu Superior, para muitos). Vide que a palavra “espírito” vem do latim, “spirāre”, que significa “sopro”, “alma“, “coragem”, “vigor”, “índole“.

Ou seja, mesmo uma pessoa que não tenha conhecimento algum da chamada espiritualidade, se ela agir de acordo com sua Essência, que é o Amor, então, ela é espiritualista! Se ela quer fazer tudo certinho, se trata as pessoas com amorosidade e educação, se ela respeita o próximo, se ela está sempre se incentivando, sendo otimista o máximo que conseguir, então ela é espiritualizada!

Creio que ter o conhecimento ajuda muito. Realizar as técnicas e práticas que mencionei no início são muito válidas, principalmente se fizer sentir bem. Mas, só isso não vai fazer de alguém uma pessoa espiritualizada. O essencial é o que se pensa, fala, sente e faz. Ou seja, são coisas independentes de saber ou não sobre a espiritualidade.

Temos que tomar cuidado, pois, o ser espiritualista já se tornou um rótulo. E, como todo rótulo, ele tem características predefinidas que o fazer ter esse rótulo. Porém, isso acaba se tornando um limitante para a mente dessa pessoa.

Mas, enfim, o mais importante é o mais simples! Pensar, sentir, falar e agir com base no Amor sempre!

Por hoje é só!

E nunca se esqueçam! O maior de todos os tesouros são os seus sonhos!

Abraços!

Quanto vale um “te amo”?

Post escrito originalmente em 20 de julho de 2012.


Olá para todos! 🙂 Como vão?

No post de hoje responderei à esta pergunta do título: “Quanto vale um ‘te amo’“?

Quanto vale um “te amo”?
Imagem retirada deste site.

Já fiz vários posts sobre o tema amor (posts relacionados a seguir, alguns ainda no blog antigo), mas hoje falarei não de seu significado verdadeiro, mas quanto está “valendo” um “te amo” nos dias de hoje.


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~> SEICHO-NO-IE: O grau mais elevado do amor
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É comum ver nas redes sociais pessoas dizendo “te amo” para várias pessoas ao mesmo tempo. Quando se questiona, recebe-se a resposta: “É que eu amo meus amigos!“.

Não há nenhum mal em gostar tanto de todos os amigos, existe até o termo “amor de amigo“, mas será que é legal expressar-se dizendo “te amo“? Principalmente no caso de ser alguém do sexo oposto. Isso pode acarretar em um monte de problemas e mal-entendidos! Alguns deles são:

– O amigo(a) pode trocar as bolas achando que há um sentimento especial aí, iludindo-o(a). Decepcionando-o(a) depois, ao ver que essa pessoa diz “te amo” para todos. Isso pode ferir seriamente os sentimentos de alguém.

– Quando encontrar sua alma gêmea, o que vai dizer? “Te amo” também? Percebem que, para alguém que diz essas palavras para muitas pessoas, elas perdem valor?

– Pode afastar amigos(as) que namoram. Os respectivos namorados desses(as) amigos(as) não vão gostar de ver outra pessoa dizendo “te amo” aos seus parceiros(as). Sem contar que pode deixar esses amigos(as) sem saber o que fazer, se responde ou não.

– Mesmo que esse amigo(a) seja solteiro, pode tirar oportunidades deste. Suponhamos que haja alguém gostando desse amigo(a), essa pessoa vendo este recebendo “te amo” seu, certamente ficará receoso(a) de se aproximar, ou tentar se declarar.

Esses são os problemas que me vêm na cabeça agora, mas com certeza, devem haver muito outros.

Sinceramente, houve uma época em que eu também agia assim, e tive alguns problemas como os citados acima. Atualmente eu evito de dizer “te amo”, a menos que eu tenha certeza de que esta pessoa seja alguém por quem eu esteja realmente apaixonado.

A frase “te amo” não foi feita para se falar à todas as pessoas que gostamos, ou sentimos carinho, mesmo que sejam pessoas que realmente amamos. Ela existe para ser direcionada à pessoa especial, quem você escolheu para ser parceira(o) pelo resto de sua vida, mesmo que não dê certo, mas se naquele momentos se sentir assim, não há problemas! Além desta pessoa, é claro que dizer “te amo” aos pais e avós também é aceitável, pois são as pessoas mais importantes de nossas vidas, sem dúvida. Mas, fora isso, não aconselho a pronunciar estas palavras a outras pessoas.

Nesta postagem estou desconsiderando as pessoas que dizem o “te amo” para conquistar um ficante, ou para brincar com os sentimentos de outrem. Já que estes entram na categoria “falsos românticos” (já falei deles em outro artigo), em minha opinião, e no geral, são pessoas que não se importam em machucar o próximo.

Por fim, reforço minha opinião, expressa em outros posts e poesias: Tanto as palavras “eu te amo“, como os beijos e até mesmo uma relação mais “adulta” só devem ser colocadas em prática com a pessoa que realmente amamos, tem que ser aquela pessoa única, que você aceita e gosta independente de seus defeitos, manias, qualidade, como, onde, quando e porque! Alguém com quem se deseja estar junto sempre, mesmo sem motivo, e pelo máximo de tempo possível.

Quando se encontra alguém assim, e essa pessoa te corresponde da mesma forma, aí sim, o seu “te amo” vai valer o que realmente deveria valer!

Bom, por hora é só!

E nunca se esqueçam! O maior de todos os tesouros são os seus sonhos!

Abraços!

[SEICHO-NO-IE] O grau mais elevado do amor

Post escrito originalmente em 22 de maio de 2012.


Olá a todos! 🙂 Como vão?

Hoje postarei uma coletânea de pequenas citações do livro Palavras de Sabedoria, da SEICHO-NO-IE.

O grau mais elevado do amor
O grau mais elevado do amor – Imagem retirada deste blog.

“O amor que visa a recompensa é um sentimento interesseiro. Se não vier a recompensa, transforma-se em rancor.”

“Num grau mais elevado de amor, a pessoa ama o próximo e quer vê-lo contente. Entretanto, apesar de não ser um amor interesseiro, ela se sentirá decepcionada ou triste se o próximo não se alegrar ou não perceber a sua boa intenção.”

“No amor que visa a recompensa e no amor que espera ver o próximo contente existe o apego ao ‘eu’. Enquanto a pessoa tiver pensamentos como ‘Eu fiz isso e aquilo por ele; no entanto, o que ele me fez?’, ainda não está livre do apego ao ‘eu'”.

“O amor em seu grau supremo é aquele em que a pessoa , mesmo tendo feito grande bem ao próximo, esquece-se do que fez. O que difere de mera simulação daquele que, quando alguém lhe agradece por algo, faz-se de desentendido dizendo: ‘Puxa! Eu fiz isso? Já nem me lembro…'”.
(Taniguchi Masaharu – Palavras de Sabedoria)

Bom, os trechos são todos do mesmo assunto, o amor. Falando mais especificamente dos graus de amor.

O primeiro mencionado é o que eu chamo de amor egoísta, bastante comum nos dias de hoje. É aquele onde a pessoa que ama faz de tudo para ficar junto da pessoa amada, independentemente dos sentimentos e vontades desta. Quando totalmente rejeitado, transforma-se em rancor ou até ódio. Chamo de egoísta pois, nestes casos, o que importa é somente satisfação de si próprio.

O segundo citado é um amor mais verdadeiro. A pessoa já se preocupa com a felicidade da pessoa amada, e faz de tudo para isso. No entanto, quando não há reconhecimento por parte da pessoa amada, ela se frustra e se sente decepcionada ou triste. Quando isso se repete muitas vezes, pode terminar em discussão, e até brigas.

A terceira citação explica a presença do “eu” nos dois graus de amores anteriores. Portanto, mesmo o segundo é um amor egoístico, apesar de ser menos que o primeiro. São relações onde o ego faça mais alto no coração, do que a pessoa amada em si.

A última citação define o amor supremo. Aquele que a pessoa se doa completa e sinceramente à pessoa amada, fazendo as coisas por ela sem esperar sequer um “obrigado“. Ao meu ver é um grau difícil de se atingir, estando neste mundo material. Mas seria o ideal, talvez o verdadeiro amor verdadeiro seja assim.

De qualquer forma, o amor mais comum que vejo é o primeiro. O segundo é mais raro. Já o terceiro, o amor supremo definido pelo professor Masaharu Taniguchi, confesso que eu nunca vi.

Conceitualmente é fácil de compreender perfeitamente este grau mais elevado. Eu admiro esse amor puro e sem apego descrito. No entanto, anular o totalmente o “eu” requer muita prática, segurança e elevada espiritualidade. Eu admito que não consigo (ainda!). Quando amo, me coloco no segundo grau.

Muitos podem pensar “Para que amar desta forma, sem receber nada em troca”. Eu mesmo já me questionei sobre isso. Mas se pensarmos bem, se a pessoa que amamos nos corresponder, ao amá-la dessa forma, ela também nos amará da mesma maneira, não por retribuição, mas sim por ter o mesmo sentimento. Se a pessoa não o faz, mesmo que nós a amemos incondicionalmente, talvez seja porque, realmente, ela não sinta isso, ou seja, o amor não é verdadeiramente recíproco. Quem ama de verdade não resiste e nem tem porque resistir em corresponder, apenas o faz com alegria e espontaneidade.

Mas não devemos achar ruim com isso, não se pode obrigar alguém a nos amar, ou a outra pessoa. Todos possuem o direito de livre arbítrio! Devemos desejar a felicidade desta, independente de ser com outro alguém. Acredito que quando se ama de forma suprema, não sofremos com isso, pois a felicidade da pessoa amada é tudo o que importa. (Eu, nessas situações, ainda sofro… -risos-).

E como conseguimos chegar a esse nível de amor?

Bom, se eu descobrir isso, prometo que conto à vocês! ^__^ Mas, acredito que o caminho seja o que comentei lá em cima! Procurar elevar a espiritualidade, expandir a consciência, compreendendo melhor nosso propósito aqui neste mundo, automaticamente passamos a respeitar mais os sentimentos do próximo.

Todavia, até chegar lá, eu procuro pensar assim: “De que adianta a pessoa amada estar ao meu lado se está infeliz? Eu não me sentiria bem nessa situação, e talvez a pessoa que ela ame também fique triste. Então, é melhor deixar a pessoa amada ficar com quem ela ama, assim ela fica feliz, ele também; e eu fico um pouquinho feliz por vê-la feliz! (Apesar de doer.). Resumindo, é melhor um sofrendo do que três! xD

Estou buscando me livrar do “eu”, como diz a SEICHO-NO-IE, para conseguir amar alguém de forma realmente incondicional, e que esse alguém, seja minha alma gêmea! 🙂

Bom, por hoje é só!

E nunca se esqueçam! O maior de todos os tesouros são os seus sonhos!

Abraços!

[SEICHO-NO-IE] O uso de boas palavras

Post escrito originalmente em 11 de julho de 2011.


Olá a todos! 🙂 Como estão?

Como estou cansado, vou falar de um assunto rápido, porém, não menos importante! Falarei sobre o uso de boas palavras!

O uso de boas palavras
O uso de boas palavras – Imagem retirada deste blog.

O motivo do meu cansaço, como dito no post anterior, é porque fui à XVIII Festa da Cerejeira em Itapetininga, com a Emilyzita! Foi maravilhoso! Tirei boas fotos e me diverti bastante! 🙂 (Na época em que escrevi este post.).

XVIII Festa da Cerejeira de Itapetininga
XVIII Festa da Cerejeira de Itapetininga – Foto de Elson D. Masuzawa.

Voltando ao assunto, o trecho da SEICHO-NO-IE que quero comentar hoje é o seguinte:

Quer melhorar seu destino? Use sempre boas palavras.

Devemos reconhecer a importância das palavras e construir uma vida luminosa e feliz, proferindo sempre boas palavras. Somente o ser humano consegue usar livremente as palavras e criar o enredo da ‘peça teatral’ a ser encenada no palco da expressão, que é o mundo fenomênico. Portanto, devemos ter o cuidado de escrever bons enredos.

(Taniguchi Seicho – Livro: Kotoba wa Ikiteru (As Palavras estão Vivas, em tradução livre.)

Bom, antes de tudo, preciso esclarecer o que é o mundo fenomênico para quem não conhece os conceitos da SEICHO-NO-IE, certo? Mundo fenomênico é o mundo material, onde nós vivemos. Existe o mundo fenomênico e o mundo da Imagem Verdadeira (Jisô), que é o mundo da perfeição, ou para os religiosos, mundo de Deus ou Buda. Ainda não estou apto para explicar nem esclarecer esses conceitos, embora já os compreenda relativamente bem! ^.^

Mas enfim, acho que todos já ouviram dizer sobre o poder das palavras, certo? Que as palavras “chamam” os acontecimentos. E isso é verdade!

Quem constrói nosso destino somos nós mesmos, através de palavras proferidas, seja verbalmente, ou seja mentalmente. E as palavras na qual proferimos e acreditamos, concretizam-se no mundo dos fenômenos através de, é claro, fenômenos. Podendo ser acontecimentos bons ou maus, dependendo do tipo de palavras/pensamentos.

Por isso, devemos sempre proferir boas palavras! Por pior que possa parecer a situação, pense/fale boas palavras. Praticando isso continuamente, coisas boas virão!

Também não adianta falar por falar, ou falar porque leu aqui no blog que funciona! Deve-se falar com sua alma, por vontade sua.

Para os que utilizam o poder das palavras para prejudicar os outros (falando mal, reclamando, mentindo, desejando tragédias, etc.), saibam que também é válida a lei de ação e reação! Proferindo palavras boas à uma pessoa, boas coisas retornarão para você, do contrário, ao lançar palavras negativas à alguém, coisas negativas retornarão para você. Simples assim!

Bom, por hoje é só!

E nunca se esqueçam! O maior de todos os tesouros são os seus sonhos!

Abraços!

[SEICHO-NO-IE] Solidão não existe

Post escrito originalmente em 28 de junho de 2012.


Olá a todos! 🙂 Como estão?

Faz tempo que não escrevo nada, né? Hoje trago alguns trechos da SEICHO-NO-IE. O assunto é a solidão.

Solidão não existe
Imagem retirada deste site.

A solidão não existe.

“A solidão não existe. Se sentes solitário é porque buscas nos outros a satisfação de teus anseios. Viver conforme a Seicho-No-Ie é conscientizar que tudo já está dentro de ti.”

“O ‘modo de viver da Seicho-No-Ie’ consiste em elogiar os outros. Em certa reunião, elogiei determinada pessoa apontando somente suas qualidades, apesar de se tratar de alguém que havia me traído.”

“A uma outra pessoa, escrevi uma carta apontando com clareza seus defeitos, justamente por amar essa pessoa. E ela respondeu-me, agradecendo.”

“O ‘Eu verdadeiro, que tanto pode elogiar um traidor como pode criticar a quem ama, é um ser livre. O ‘eu carnal’ pode, eventualmente, sentir solidão, mas essa situação é falsa, pois o ‘Eu verdadeiro’ jamais sente solidão.”

(Masaharu Taniguchi – Palavras de Sabedoria)

Realmente, se pensarmos bem, mesmo que sem querer, nós sempre temos expectativas em relação às pessoas ao nosso redor. Quando essas pessoas não atendem a estas, nos ferimos e, mesmo que sem querer, nos afastamos. Assim ficamos solitários. Porém, segundo as palavras do professor Taniguchi, a solidão realmente não existe.

Ao elogiar alguém que o havia traído, o mestre apenas estava seguindo uma das práticas da SEICHO-NO-IE, que é enxergar somente a Imagem Verdadeira desse traidor. Segundo os ensinamentos, todas as pessoas são filhas de Deus, portanto, todos são pessoas maravilhosas e perfeitas, apenas as pessoas não a manifestam no mundo fenomênico.

Quando Taniguchi-sensei criticou alguém que amava, acredito que ele o fez de forma a essa pessoa perceber seus defeitos/erros, possibilitando que ela mude. Há duas formas de criticar alguém. Uma é “atacando (julgando)“, falando com rispidez afim de machucar o outro, essa é uma forma incorreta de se apontar os defeitos. A outra forma, é falar com amor, com o intuito de ajudar a melhorar essa pessoa. Sair criticando todo mundo, usando como justificativa que é um ato de amor também é um erro grave.

A solidão reflete uma posição mental errônea do próprio indivíduo. Geralmente, quando se é traído, guarda-se rancor dessa pessoa, e isso, direta ou indiretamente, acaba afastando a quem amamos.

Da mesma forma, quando percebemos algo de errado nas pessoas que amamos, se negligenciarmos isso e deixarmos passar, fingindo não perceber, não estamos sendo verdadeiros com essa pessoa. E, cedo ou tarde, as pessoas perceberão essa falsidade, fazendo com que elas se afastem.

Em ambos os casos, ficamos solitários, mas é por conta de nossa atitude mental.

Corrigindo essa postura mental, fazemos a “ilusão” chamada solidão desaparecer. No entanto, sei que não é fácil adquirir e manter essa postura. Eu mesmo, tenho muito a aprender com a SEICHO-NO-IE! E, acredito eu, o principal aprendizado é manter a mente em serenidade e harmonia. Tendo isso, acho que é possível elogiar (com sinceridade, isso é importante!) quem nos prejudicou, e ser sincero ao apontar erros de quem amamos, sem machucá-las.

De passo a passo, acredito que todos consigam evoluir e manifestar a Imagem Verdadeira descrita pelo mestre Taniguchi Masaharu.

Bom, por hoje é só!

E nunca se esqueçam! O maior de todos os tesouros são os seus sonhos!

Abraços!


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Ser romântico

Post escrito originalmente em 24 de novembro de 2014.


Olá a todos! 🙂 Como vão?

No post de hoje, falarei sobre o romantismo. Não faz muito tempo, toquei nesse assunto, mas o que irei discorrer hoje será sob uma perspectiva diferente.

Ontem, navegando pela internet, me deparei com um comentário que falava sobre o romantismo ser a melhor “técnica” para se “catar” meninas. Tive duas reações ao ler isso. Inicialmente, fiquei chocado. Depois, revoltado… A começar pela expressão “catar”, que deveria ser utilizada apenas para objetos… Mas enfim, escrevi um texto que postei em meu Instagram:

Ser romântico
Foto retirada deste site.

Ser romântico

Ser romântico, não é só ser gentil, é saber demonstrar o quanto alguém é especial, com palavras e atitudes sinceras.

Ser romântico, não é só ser carinhoso, é conseguir tocar no fundo do coração da pessoa amada.

Ser romântico, não é só ser cavalheiro, é conseguir transformar respeito e educação em atitudes para a amada.

Ser romântico, não é só escrever poesias, é transformar o relacionamento em versos e rimas, junto com a amada.

Ser romântico, não é só levar flores e chocolates para amada. É ser criativo para surpreender e não cair na rotina.

Ser romântico, não é pra conquistar alguém para passar a noite, ou pra “ficar”. É para demonstrar sentimentos por quem você já gosta.

Ser romântico, não é ser grudento ou “melozinho”. É estar presente sempre sem precisar estar grudado. É querer proteger o sorriso da amada a qualquer custo.

Ser romântico, não é ser machista. É reconhecer que aquela mulher é única na vida, querendo cuidar, agradar, mimar e faze-la sentir amada.

No entanto, o romântico só consegue existir ao lado de uma romântica.

O conceito de romantismo anda equivocado. Não devemos deixar ele desaparecer, se perder ou se confundir. Pois a magia do amor depende disso. Quando o amor é muito prático, torna-se monótono, seca e deixa de brilhar. Digam SIM ao romantismo verdadeiro!

Infelizmente, não guardei o link de onde eu li o comentário… Mas acho que não é novidade que muitos homens usam-se de romantismo e atitudes doces para conquistar mulheres, seja em baladas, seja na internet, na escola, ou onde for… Porém, não por amarem esta mulher, mas sim por acharem ela bonita, ou “gostosa” (outro termo que acho horrível), ou por ela ser popular, ou até por ela ser difícil (pois, ainda existem mulheres que se dão valor de verdade, mas alguns homens veem isso como um troféu para se gabar depois.). Enfim… o “ser romântico” virou ferramenta de conquista.

Não estou dizendo que não se pode usá-lo para conquistar, porém, que seja para cativar a mulher que ama, com quem tem a intenção de começar um relacionamento sério e duradouro. E não para passar a noite, ou apenas dar uns beijos (o famoso “ficar“, ou ter “rolinhos“).

Eu imagino quantas pessoas já se machucaram e se desiludiram por causa de pessoas assim, que usam da amabilidade para conseguirem o que quer. Quero ressaltar que não são só os homens que fazem isso, existem mulheres que também brincam com o coração dos homens.

O romantismo deveria ser algo feito somente para a pessoa por quem se tem sentimentos sinceros e verdadeiros. Assim como beijar na boca, fazer sexo e dizer “te amo“. São atitudes íntimas, e que demonstram vontade de união. E, esta vontade só pode existir para com a pessoa amada, com quem se deseja estar junto o resto da vida, com quem almeja-se partilhar dos bons e maus momentos, com quem aspira-se superar todas as adversidades com apoio mútuo.

“Ficar” com alguém numa balada ou festa (ou seja lá onde for), tem algum significado? Alguns dizem que é para “experimentar” a outra pessoa… Mas, beijá-la vai fazer começar a amar? Não creio, pois, o amor é quando se gosta da pessoa como ela é, seu jeito de ser, suas qualidades, seus defeitos, seu modo de falar, seus princípios… Beijando alguém, não se conhece nada disso… Ao meu entender, o “ficar” é apenas uma forma das pessoas conseguirem se satisfazer, seja só nos beijos e amassos, seja em atos mais quentes e profundos. O outro é apenas objeto de prazer próprio, pouco importando os sentimentos do outro.

Há quem argumente coisas como “Ah! Eu estou aproveitando, mas o outro lado também está gostando”. Pode até ser… Mas há quem esteja curtindo o momento por achar que é algo genuíno. Para a mulher principalmente, muitas se entregam somente por acharem que estão sendo amadas, quando, na verdade, estão apenas sendo usadas. Achar que todo mundo faz somente e exclusivamente por prazer, é ter a mente fechada  e egoísta, pois há pessoas com princípios e valores diferentes.

Ser romântico numa situação dessas, é o mesmo que ofender ao verdadeiro romantismo. Que enxerga o amor em sua forma mais plena, pura e elevada. Que visa fazer sorrir, com sinceridade, a pessoa que se ama profundamente. E, que na hora da intimidade quer, mais do que qualquer coisa, proporcionar à pessoa amada o prazer, além de carinho e AMOR. Concordam que se, entre um casal, ambos agirem assim, os dois se satisfarão, e sem ter atitudes egoístas que visem o próprio prazer? E, melhor ainda, com sentimentos puros e sinceros!

O romantismo é para ser algo mágico, que faz o sorriso brilhar por dias e semanas. Que faz querer, mais e mais, estar junto da pessoa amada. O romantismo pode estar nas atitudes, na criatividade, nas palavras, e porque não, na cama também. Afinal, isso só existe quando ocorre entre um casal que se ama verdadeira e reciprocamente.

Quem é romântico, em seu significado mais profundo, valoriza os pequenos gestos, como andar de mãos dadas, sorrir de forma apaixonada, o dizer um “eu amo você” sem motivo algum, a forma carinhosa de chamar a pessoa amada, seja com apelidos ou com outros termos.

E, tudo isso só pode ocorrer de forma espontânea, quando há sentimentos de verdade. Usar isso para conquistar alguém para proveito próprio, ao meu enxergar, é o mesmo que mentir, enganar, agir egoisticamente.

Estou escrevendo sob uma perspectiva onde o homem age mal, porém, quero lembrar que o mesmo vale para a mulher. Há quem utilize-se de atitudes doces e carinhosas com os homens, fazendo-os achar que há algum sentimento, quando na verdade não há. É a mesma situação que descrevi acima, só que invertida.

A mulher de verdade, ao meu compreender, deve ser cuidadosa para não fazer o homem entender errado. Ser atenciosa é algo bom, é só atentar para não ser carinhosa demais. Algumas fazem sem querer, mas tem outras que fazem de propósito, visando ter um grande número de homens atrás dela (ou para outros propósitos que desconheço… Afinal, ainda não compreendo muito bem esse tipo de atitude.).

Falando em mulher, penso em escrever um post falando sobre elas. Do paradoxo de elas conquistarem espaço, visando serem valorizadas (o que acho muito positivo); e ao mesmo tempo, a atitude que algumas (de uma porção considerável) tomam, desvalorizando a si próprias, mostrando-se como “objeto” para os homens. Mas isso fica para outro dia.

Enfim, aos que me compreendem, tanto homens quanto mulheres, devemos ficar em alerta, para não sermos “enganados” pelos “falsos românticos“. Mas acho que é fácil de perceber quando o outro está apenas com segundas intenções, ou quando há sentimentos sinceros.

Enfim, hoje encerro por aqui!

E nunca se esqueçam! O maior de todos os tesouros são os seus sonhos!

Abraços!

Romantismo e o Amor, atualmente

Post escrito originalmente em 04 de agosto de 2014.


Olá pessoas! 🙂 Como estão?

Hoje falarei novamente sobre sentimentos! E o assunto é o Romantismo! Na verdade, não é bem um sentimento, e sim um modo de ser/enxergar as coisas. Porém, envolve sentimentos profundos.

O que irei abordar aqui, já pincelei em outros posts anteriores. Porém, enfoquei mais no sentimento de amor em si. Hoje o foco um pouco diferente.

Querer envelhecer ao lado da pessoa amada.
Imagem romântica – Querer envelhecer ao lado da pessoa amada.

Obviamente, não estou falando do movimento artístico e literário do século XIX. Embora tenha relações. Falo do Romantismo no sentido de apreciar e demonstrar o amor de forma lírica/apaixonada. O amor puro, sem malícias.

Ao meu entender, as atitudes românticas estão diretamente ligadas à gentileza, sinceridade e cavalheirismo (por parte dos homens).

Antigamente, era muito apreciado que um homem fosse cavalheiro, gentil e romântico, compondo poesias, fazendo serenatas, dizendo palavras doces/carinhosas e com sentidos metafóricos. Assim como ser um bom moço, era qualidade admirável.

Da mesma forma, as mulheres eram elogiadas quando eram igualmente gentis e doces, sendo respeitosas e confiáveis, o típico conceito de boa moça, ou moça de família. (Talvez pessoas mais jovens nem saibam mais o significado do termo “moça de família” e “bom moço”).

Naquela época, a confiança entre os casais era maior, as palavras tinham valores sinceros e, por isso, estas e as atitudes românticas eram muito valorizadas. A traição era algo considerado feio, por isso, era menos comum (veja bem, não estou dizendo que não existia, mas não era considerado “normal” como atualmente). E a necessidade do ciúmes também era menor. Concomitantemente, as pessoas se preocupavam mais com os sentimentos uns dos outros.

Agora… Como anda o Romantismo nos dias de hoje? Antes disso, vamos abordar os fatores ligados a este. Começando pelo cavalheirismo. Vejo que ele é quase inexistente. “Damas primeiro”, abrir a porta do carro para a mulher, mulher na frente ao subir escada, homem na frente ao descer escada (em ambos, no caso da mulher cair, para o homem poder aparar a queda), mulher no acento próximo à janela do ônibus/trem, etc. Coisas assim são raríssimas de se ver e, quando vejo, reparo mulheres reclamando! Já vi homem indo abrir a porta do carro para a mulher e esta achar ruim, dizendo que ela tem a capacidade de abrir a porta do carro sozinha! (Sim, presenciei isso! Fiquei chocado! Embora não tenha dito nada!). Acredito que mulheres assim contribuam para a extinção dos poucos homens cavalheiros… Afinal, não se trata de uma questão de capacidade ou superioridade do homem em abrir a porta… Enxergo isso como uma vontade do homem querer ser gentil, e proteger a mulher! Não por ela ser do “sexo frágil“, não acredito nisso… Mulher é, muitas vezes, bem mais forte que os homens! Mas sim, por ser um ser importante! É a questão de querer cuidar da mulher que lhe é especial.

Cavalheirismo é nada mais que gentileza masculina para com a mulher amada. Embora acho que devemos ser cavalheiros e cordiais com todas as mulheres, por educação, ao menos.

Falando em gentileza e educação… Atualmente andam em falta, não só em homens, mas nas mulheres também. Talvez pelo fato das pessoas estarem mais desconfiadas umas das outras, não há mais gentileza entre os próximos, ou melhor, há muito pouca.

Para exemplificar, contarei um caso que aconteceu comigo há tempos atrás: certa vez, no ônibus circular na cidade de São José do Rio Preto, vi uma senhora entrar e ofereci meu lugar para ela não ter que ficar de pé. A senhora me xingou durante todo o percurso do ônibus (que, graças à Deus, não foi longo), até eu descer… Nunca estive envolvido em um escândalo tão vergonhoso como aquele (já viu alguém sentir vergonha por ter tentado fazer uma boa ação?)… Ela me acusava de grosso e mal educado, pois dizia que ao oferecer o meu lugar, eu estava debochando dela, chamando-a de velha… Acho que são situações como esta que inibem mais as pessoas de fazerem gentilezas e/ou serem educadas.

Em contrapartida, num outro dia, na rodoviária da mesma cidade, vi uma senhora tropeçando e caindo. Fui ajudá-la a se levantar. O sorriso que ela me deu, e o sentimento de gratidão que ela demonstrou só por eu a ter acudido, tornou meu dia muito melhor. É nessas circunstâncias que vemos o quanto vale a pena ser gentil!

Além disso, tem mais um fator que quero analisar antes de falar do Romantismo em si. É o egocentrismo crescente. Não se pensa mais nos sentimentos alheios, independentemente se é de alguém conhecido ou não… Se não há ganhos ou outros interesses, simplesmente não notam os sentimentos dos outros, machucando-as friamente e, pior ainda, muitas vezes, sem ter consciência disso.

Muitas pessoas gostam de receber gentilezas, demonstrações de afeto/carinho, mas não possuem o costume de reconhecê-las, e muito menos, retribuí-las. Contudo, quando paramos de fazê-las, acham ruim, dizendo que não temos consideração, ou que ficamos mais frios, e assim, se afastam. Reclamam sem sequer refletir no motivo dessa mudança.

Esses fatores influem diretamente na forma como o Romantismo é tratado atualmente. Hoje, se o homem for muito Romântico e sentimental, corre risco de ser chamado de gay ou de brega (o que não tem nada a ver). Fazer poesias e enviá-las para pessoa amada, pode ser motivos de risadas e deboches. Eu escrevo poesias, por isso, sei bem como é. Isso, ao meu ver, é decorrente da falta de respeito e de cultura, por não enxergarem os sentimentos por trás dos atos e palavras.

Homem Romântico
Comparação humorística do homem romântico antigo e atual

Já ouvi histórias de homens que deram flores à suas respectivas amadas, e estas recusam dizendo que não gostam de flores. É de se respeitar o fato de não gostar de flores, no entanto, recusar o presente e dizer isto na cara do homem, demonstra o quão egocêntrica é essa pessoa, a ponto de manifestar seu próprio descontentamento, sem se importar com os sentimentos do rapaz. Se ele está entregando flores, provavelmente o está fazendo com sentimentos que contém significados. Penso que, não gostar de flores não é justificativa para machucar alguém. E a boa educação? Onde fica? Creio que quem passou por esta experiência passa a ter receio de dar flores a uma mulher, se ainda o fizer, talvez o faça com receio…

Tirinha - Flores
Tirinha humorística mostrando um possível homem “traumatizado” com o ato de dar flores.

No entanto, os homens também tem pontos a serem questionados. Muitos usam palavras e atitudes românticas para “aproveitar” das moças. Fingem (e como fingem) estar apaixonados, fazem juras de amor eterno e até escrevem poesias ou utilizam metáforas (o que, como poeta amador que sou, me deixa indignado) só para “ficar” ou “passar a noite” com a moça. Essas “artimanhas” são usadas não só em baladas e bailes, mas principalmente, na internet. Para mim, essa atitude, além de desonrar os homens, deturpa os sentidos da poesia e do romantismo, pode machucar profundamente a mulher, deixando cicatrizes em seu coração. Vi isso acontecer muitas e muitas vezes. É a demonstração extrema do egoísmo/egocentrismo e desrespeito ao próximo, já que visa somente o prazer próprio, sem se importar em ferir os sentimentos. Além de manchar o valor da arte chamada poesia. Há quem se justifica dizendo: “mas ela gostou”… Posso estar equivocado, mas não acredito que alguém goste de ser enganado, ouvindo palavras de amor falsas… e nem de serem usadas como objeto de prazer.

Utilidade do Romantismo nos dias de hoje
Tirinha que demonstra a “utilidade” do romantismo atualmente. (* modifiquei a tirinha original, por conter palavras que considero obscenas…)

Além do mais, existem mulheres começando a “brincar” com sentimentos dos homens também. Creio que alguns que são considerados “cafajestes“, um dia foram sérios e românticos, porém, tiveram seus corações como brinquedos, deixando-os desiludidos e fazendo-os chegar à conclusão de que “brincar” com os outros é melhor… (O mesmo deve ocorrer com algumas mulheres desiludidas…).

Mulher que brinca com os homens.
Mulher que “brinca” com os homens.

Percebem que, segundo este raciocínio, uma coisa leva a outra? E assim, pouco a pouco, as pessoas começam a não confiar mais em ninguém, devido à desilusões e feridas causadas por inconsequentes, e estas machucadas podem ferir ainda mais pessoas…

Claro, estes não são os únicos fatores da situação ter chegado a este ponto. Não irei abordar aqui tudo, pois fugirei do assunto principal, que é o Romantismo e o Amor.

Outra tira humorística comparado o Romantismo antigamente e o atual.
Outra tira humorística comparado o Romantismo antigamente e o atual.

Por tudo isso, percebo que o Romantismo foi banalizado… Não é mais levado a sério. Junto com ele foram os conceitos de amor verdadeiro, o significado do beijo e até do próprio ato sexual em si. Aliás, ser romântico é considerado uma estratégia, para se beijar alguém ou levá-la para cama, sem “precisar” ter sentimentos.

Romantismo é assim, atualmente...
Romantismo é assim, atualmente…

Contudo, pergunto: como ficam os românticos verdadeiros? Que expõe seus sentimentos sinceros? Que são alvo de risos e de desconfianças? – Pois acham que estão usando-se da estratégia já mencionada. – Deve-se desistir de ser romântico e acompanhar a maioria? O Romantismo verdadeiro vai acabar assim?

Eu valorizo muito coisas simples do “ser romântico“. Coisas como segurar as mãos da pessoa amada e caminhar assim, conversando sobre qualquer assunto, mesmo que seja besteirinha. Curtindo a presença da amada. Trocar carinhos inocentes, acariciando o rosto, abraços longos e apertados sem motivos especiais, olhar nos olhos, dar beijinhos carinhosos na testa, na ponta do nariz e nas bochechas, etc. São poucas pessoas que valorizam isso. Claro, beijar na boca é importante também! Mas, acredito que isso seja uma grande prova de amor! Uma demonstração de carinho imensa! E, quanto à relação sexual, para mim, é algo supremo! Um amor sem limites, onde se gosta tanto um do outro que deseja-se tornar um só, de corpo, alma e coração, “conotativa” e “denotativamente”. E, não, não é necessário esperar o casamento para isso, afinal, muitos casais casados não têm amor verdadeiro, assim como, muitos casais não casados, se amam sinceramente… É questão de sentimento dos dois envolvidos. É complicado definir em palavras, pois o amor possui vários outros sabores além do doce.

Amor verdadeiro ainda existe!
Amor verdadeiro ainda existe!

Acho importante os pequenos detalhes, palavras carinhosas, o modo de falar, o modo de agir… Até mesmo o silêncio pode ter efeitos positivos ou negativos dependendo da hora. Reparar nesse detalhes e dar importância a eles, faz parte de ser romântico. Porém, nem sempre estes detalhes são valorizados.

Falta de romantismo e educação.
Falta de romantismo e educação.

Outra coisa comum é, tanto homens quanto mulheres, reclamarem da falta de romantismo e/ou sinceridade um do outro, dizendo que “ninguém quer nada sério“… Estranho haver esta reclamação de ambos lados, não? Talvez não estejam olhando para o “lado” certo.

Às vezes, não enxergamos o que procuramos...
Às vezes, não enxergamos o que procuramos…

Um último detalhe: ser romântico é diferente de ser grudento ou meloso. Tem quem associe o Romantismo com pessoas que gostam de ficar abraçadas o dia inteiro… Isso já é gosto de cada um! Uma pessoa assim pode ser romântica ou não, indiferentemente do gosto de ficar sempre grudado.

Então, o que podemos fazer para melhorar isso? Mudar o mundo é complicado, mas se cada um se conscientizar e fizer sua parte, podemos realizar algo. Para mim, basta repararmos mais nos pequenos detalhes, nas palavras e gestos de carinho. Pensar no que fará a pessoa amada feliz, demonstrar e reconhecer o que o parceiro(a) faz por você, etc. Mas, o mais importante, fazer tudo isso com sinceridade, somente para a pessoa especial e única em sua vida.

Caso já tenha alguém na sua vida, mas não exista nenhum ato assim, comece você a fazer! Diga palavras carinhosas! Jogue fora a ideia de que isso é brega, vergonhoso ou qualquer coisa assim. Demonstrar o amor que temos pela pessoa especial é algo maravilhoso! E, receber uma resposta disso, é sensacional!

Quero deixar claro que, tudo o que escrevi neste post é meu ponto de vista. Não significa que eu esteja certo. Fiquem à vontade para opinar, desde que seja com respeito e educação.

Para encerrar, vai mais algumas tirinhas que encontrei na internet.

TIRINHAS ROMÂNTICAS:

Amor listradinho
Amor listradinho
Amor pinguim
Amor pinguim
Essa resumia meu ideal de amor
Essa resume resumia meu ideal de amor

TIRINHAS NÃO ROMÂNTICAS:

Romantismo e a chuva
Antigamente, o mais importante era estar com a pessoa amada. Hoje a própria aparência e os próprios interesses pessoais são mais importantes.
... Ou seja, não é um relacionamento sério, para ele! xD
… Ou seja, não é um relacionamento sério, para ele! xD
Muito romântico...
Muito romântico…

Bom, por hoje é só!

E nunca se esqueçam! O maior de todos os tesouros são os seus sonhos!

Abraços!