Vivemos em uma Matrix? – Filosofando sobre a existência

Olá a todos! 🙂 Como estão?

Na postagem de hoje irei questionar e filosofar sobre o assunto do título. Será que nós vivemos em uma Matrix?

Vivemos em uma Matrix?
Imagem retirada deste site.

Em 1999, foi lançado um filme que fez muito sucesso, que acabou tornando-se uma trilogia e, posteriormente, uma franquia. Seu nome é “Matrix“. E, desde então, uma teoria que diz que a realidade em que vivemos é virtual se popularizou, sendo inclusive aceitas por alguns cientistas, muito embora, esta teoria já existisse bem antes, sendo chamada de “Hipótese da Simulação“. O canal do YouTube chamado “Fatos Desconhecidos” discorre muito bem sobre essa teoria, de forma resumida:

Para os mais conservadores, essa ideia pode parecer absurda, mas será que é mesmo impossível? Se pararmos para pensar, as coisas podem começar a parecer fazer sentido.

Nós mesmos, já temos tecnologia para criar realidade virtual bem realista, certo? Imaginem se num futuro, com o aperfeiçoamento disto, os seres humanos passassem a entrar nesses mundos virtuais de uma forma tão profunda, que eles mesmos se esquecessem de que tudo aquilo é um jogo? Os avatares dentro dessa realidade virtual, jamais saberiam que estão dentro de um jogo, certo? Pois bem, quem garante que nós não somos um avatar dentro de uma Matrix? Essa analogia não é minha, ouvi no vídeo do canal “COSMOS INTERIOR“, da querida Cris Brightlight, confiram:

Mas, sendo assim, surgem vários questionamentos: Então, nós não existimos? Somos apenas um personagem de jogo? Ou, é igual ao filme, onde vivemos escravizados por máquinas malignas?

Acho que a analogia da Cris (vídeo acima) responde algumas dessas dúvidas. Mas, vou discorrer à minha maneira, como eu imagino que as coisas funcionam, baseado em relatos de pessoas que já estão “despertas” (os hackers da analogia dela), já que eu, infelizmente, ainda quase não tive experiências que me mostrem isso. A própria Cris fez um relato sobre isso:

Imaginem uma Consciência que é Amor infinito e incondicional, ele é onipotente, onipresente e onisciente, portanto, não possui forma, não conhece sentimentos negativos e, apesar de ter a ciência de infinitas possibilidades, não pode se expressar, pois esse ser é tudo, todo e absoluto! Ele é a vibração extrema! – Meu humilde ego, ao imaginar isso, pensou: “deve ser meio monótono viver assim!”.

Então, sendo onipotente, Ele cria uma realidade virtuai (dimensão, se assim preferirem), com vários universos com milhares de galáxias com uma infinidade de estrelas e planetas. Assim, essa Existência de Luz, divide sua essência em inúmeras centelhas e as envia para dentro dessa simulação criada, estando dividido, e “encarnado” em um corpo limitado, ele passa a poder expressar/manifestar toda a sua ciência e Sabedoria. E, cada planeta habitado, como sendo um projeto para vivenciar um determinado tipo de experiência.

Todavia, nessa dimensão criada, ainda vibra-se de forma muito elevada, e os seres que nasceram nessa realidade, ainda possuem consciência de que na sua Essência, eles são aquele Ser perfeito. E, sendo assim, eles ainda não podem ter a experiência de todas as possibilidades.

Para poder realizar isso, eles criam uma nova dimensão (sabendo de sua essência, eles possuem a mesma capacidade onipotente), de vibração um pouco mais densa. Nessa nova realidade virtual, onde também existe universos com planetas e estrelas, a consciência de unidade já é um pouco mais dispersa, e as possíveis experiências que podem ser vivenciadas são em um leque mais diversificado. Além disso, os seres criadores dessa nova realidade, dividem sua essência em muitas centelhas, reduzindo a própria vibração, encarnando em novos corpos. Todavia, ainda assim, existem mais infinitas possibilidades que só podem ser conhecida em realidades ainda mais densas, então faz-se novamente a criação de nova dimensão.

Tal processo, é repetido muitas e muitas vezes, sendo um Matrix dentro de outra Matrix, dentro de outra Matrix, e assim por diante! Até chegar em um ponto que, surgem realidades tão densas (como a nossa), onde os seres que vem para estas já se esqueceram completamente de sua Essência verdadeira. Nessas dimensões densas, passou a existir algo chamado “dualidade” (bem e mal, luz e trevas, certo e errado, bom e mau, alegria e tristeza, prazer e dor, etc.).

Além disso, em alguns poucos planetas dessas realidades mais densas, os seres passaram a contabilizar algo que não existe: o que chamamos de “tempo“. Sim, estou falando de nossa querida Mãe Terra.

Acho que deu para perceber que a Consciência perfeita inicial é o que chamamos mais comumente de Deus (mas, que tem vários outros nomes: Alá, El, Energia, Buda, etc.). E, que nós somos uma centelha da centelha da centelha da centelha …  da centelha desse Deus, e que esquecemos de nossa origem.

Com isso, surge outra dúvida: como assim não existe tempo? Existe ontem, hoje e amanhã! E as horas? Marcamos horários para tudo!

Então… na verdade, tudo está em paralelo, o passado, o presente e o futuro. Sim, o futuro já aconteceu, ou está acontecendo juntamente com o presente! Mas, devido a condicionamentos que viemos sofrendo por gerações, acabamos criando essa percepção de linearidade de acontecimentos, passando a sentir o tempo. Como temos a força criadora do Consciência Divina, então o tempo se concretiza na nossa realidade.

Mas, sendo assim, muitos vão indagar que não existe o livre arbítrio, já que o futuro já aconteceu. Porém, não é bem assim! Na realidade, todas as possibilidades de futuro já existem, somos nós que escolhemos qual vamos vivenciar. E, a forma de escolher está no presente, com os pensamentos, atitudes e, principalmente, sentimentos que carregamos no dia a dia.

Portanto, a força criadora é o Amor, que é um sentimento que, por sua vez, é uma vibração (onda) de energia que tudo cria! E, como estamos numa realidade onde existe a dualidade, então temos o seu inverso, que é o ódio (e, outros sentimentos negativos), que são ondas de vibração mais densas (também é energia). Atraímos o futuro que vibra na mesma vibração de nossos atos. Conseguem reconhecer a Lei da Atração aqui? A mesma descrita por Rhonda Byrne em seu livro “O Segredo“! Que é chamada de Lei Mental, pela SEICHO-NO-IE! Que está intrinsecamente ligada à Terceira Lei de Newton da Física (ação e reação) e do Princípio da Conservação de Energia (energia não pode ser criada e nem destruída, ela apenas se transforma)! E, que resume-se no “Dai e ser-vos-á dado” (Lucas 6:38) de Jesus Cristo!

Aí, pode surgir o questionamento: como é que simples sentimentos podem atrair situações, ou até coisas materiais?

A resposta é bem simples! Nossos sentimentos são energia, assim como nossos pensamentos! As situações também são pura energia de sentimentos dos envolvidos no mesmo. E a matéria é energia condensada (vide este artigo). Com isso, é fácil concluir que se manifestamos energia de Amor, por exemplo, pela Lei da Atração, retornará a mesma energia de Amor (talvez, de forma diferente, já que a ela se transforma), pois elas combinam. Por isso, ao ser solidário com uma pessoa (atitude de amor), muito provavelmente, não receberá o amor dessa mesma pessoa. Ela virá de outro lugar! O mesmo vale com dinheiro, por exemplo: quem doa verdinha despretensiosamente, com o sentimento verdadeiro de solidariedade, não irá receber a prosperidade de quem recebeu, muitas vezes, ela retorna em forma de algum produto, ou de um bom desconto em uma compra, ou em forma de presente de alguém inesperado, e por aí vai!

E, é assim pelo fato de tudo ser Energia! Que, se bem lembram do início da postagem, é aquela Consciência perfeita, de puro Amor, onipresente, onipotente e onisciente! Temos esse mesmo poder de criação, mas, por estarmos em um ambiente virtual denso, tudo é mais lento.

Sem contar que, vivemos dentro de um sistema, que quer limitar de todo jeito o despertar das pessoas. Esse sistema, é o que os teóricos da conspiração costumam chamar de Cabala, ou Illuminati. Eu vejo estes como a Matrix do filme, a entidade controladora e escravizadora (embora, o filme passa outra ideia, a de que essa máquina do mal é que está fora da Matrix, controlando tudo. Sendo que analogamente, esta seria Deus. Mas, lembrem-se que quem produz os filmes é o sistema, e eles querem mesmo que temamos Quem está fora da Matrix). Essa parte, o Pedro Pavanello, do “Canal do PAVA“, explica muito bem, em seu vídeo:

Quem já começou o processo do despertar (expansão da consciência), deve perceber bem o que o sistema faz conosco, tudo (principalmente nas mídias) tem o objetivo de torná-las mais apegadas ao material, ou de colocar medo nas pessoas! Isso pois, o medo é um sentimento denso, e dificulta o despertar. Assim como as músicas (não todas, é claro), que tentam prender-nos a baixas faixas vibracionais, com letras, mensagens subliminares e frequências binaurais. Sempre remetendo à tristeza, amor não correspondido, perdas, bebidas, drogas, sexo promíscuo (obs.: sexo em si, não é denso, desde que haja amor), etc.

MAS, mesmo essas entidades escravizadoras, possuem também a mesma essência de luz que a nossa! São nossos irmãos! Eles apenas estão atuando (como os atores fazem) como o “mal” (da dualidade de nossa dimensão), que na verdade não existe! Todos se esqueceram de sua origem, e estão cumprindo um papel determinado para proporcionar determinadas experiências aos outros (e a si mesmo). Mesmo nossas vivências mais dolorosas, foram escolhidas por nós mesmos antes de perdermos a memória!

Então, certamente, surgirá a questão: mas, quem é que, em sã consciência, iria querer sofrer algo doloroso? Ou passar por sentimentos ruins, como ódio, traição, tristeza, depressão, etc.?

A resposta está no início dessa reflexão! Nossa origem, que é um Ser de Amor perfeito, tem a ciência de que é possível ter esses sentimentos que rotulamos como ruins. Mas, ele não consegue conhecer isso, pois, Ele é puro Amor! Por isso, Ele quer passar por estas experiências (lembrando que dualidade não existe, por isso, não existe o conceito de bom e mau).

Dá para fazer uma analogia com jogos, novamente! Quem nunca jogou um jogo que, a certo nível, não consegue passar de fase, “morrendo” (ou perdendo) várias vezes? Mas, aí você começa de novo, com a convicção “dessa vez eu vou conseguir passar”! O sentimento de derrota, não nos é agradável, mas então, qual a razão de tentarmos de novo? Por que é divertido! Por que queremos saber o que tem nas próximas fases! Por que queremos experimentar o sentimento de vitória sobre essa adversidade! Então, é a mesma coisa!

Portanto, todo tipo de adversidade que passamos por aqui, pode ser vencida! Inclusive doenças (que, a princípio, também não existem!). E, o segredo para vencermos, é escolher sempre a vibração do Amor! Isso, não só para conseguirmos ter uma vida melhor aqui, nessa Matrix, mas, também, por já estar na hora de retornarmos para Casa, lembrando-nos de nossa origem! Tanto que, para isso, estão vindo muitas pessoas despertas para nos ajudar com essa lembrança (são os hackers da analogia do vídeo da Cris).

E, como fazemos para acelerar o nosso despertar? É só olharmos para “dentro” de nós mesmos! O sistema nos condiciona a olharmos para o exterior, buscamos tudo o que queremos fora (inclusive o amor). Sendo que, já temos tudo o que precisamos e desejamos, dentro de nós! O que percebemos do exterior é espelho do que temos no nosso interior. É como disse Cristo “Nem dirão: Ei-lo aqui, ou: Ei-lo ali; porque eis que o reino de Deus está entre vós.” (Lucas 17.20-21)

Existem várias formas para se fazer isso, algumas bem simples, como:

Apreciar o silêncio (sente-se confortavelmente, feche os olhos, e curta o silêncio, prestando atenção no que está sentindo, e sem dar bola para os pensamentos. Se eles vierem, deixem eles por aí, não os expulsem, nem lute contra eles!).

– A meditação (que não precisa ser como todos imaginam, sentado em posição de lótus, recitando o mantra OM, rodeado por incenso. Basta sentar ou deitar-se confortavelmente, e mergulhar nos sentimentos e sensações! Pode-se usar mantras – existem outras, além do OM, muitas são de melodia belíssimas! – Ou músicas apropriadas para ajudar!).

– Pode-se fazer o Ho’oponopono (prática originariamente havaiana), que consiste em dizer mentalmente (ou verbalmente, se quiser/puder) repetida e incansavelmente as palavras sinto muito, me perdoe, te amo, sou grato. Tem gente que consegue até se curar de doenças com isso! Além de fazer uma faxina mental geral! A Cris Brightlight fez um série de seis vídeos falando sobre essa prática e a sua experiência, confiram clicando aqui! (Na playlist, está faltando um vídeo após o “HO’OPONOPONO TRADICIONAL“, vou deixar abaixo.).

– Tem o Yoga, que não posso comentar muito, pois, nunca pratiquei, mas que ajuda no expandir da consciência.

Devem existir infinitas outras formas que desconheço, é só dar uma pesquisada na internet ou no YouTube. Mas, cuidado, é sempre bom dar uma filtrada nas informações! Mesmo porque, o assunto é abrangente e puxa muitos outros assuntos interessantes, como outras entidades espirituais, extraterrestres, e por aí vai!

Falando nisso, quero discorrer rapidamente onde entram os E.T.s e os espíritos, nesse esquema todo que eu discorri. Bom, o que chamamos (de forma genérica) de extraterrestres, são seres de outros projetos (planetas), que estão em um estágio diferente, ou seja, possuem vivências distintas das nossas!

Já o plano astral e espiritual, nada mais são que planos próximos do nosso, onde vamos quando dormimos e quando desencarnamos, e são menos densas (não tem matéria como aqui, é um pouco diferente! Tanto que é possível plasmar coisas com a mente), onde é possível ter alguma influência aqui.

Reparem que em momento algum, eu utilizei o termo mais/menos “evoluído“, já que, não existe evolução espiritual! Não estamos evoluindo, e sim, lembrando do que já sabíamos e de quem somos! Portanto, coisas como pecado, o karma e o samsara não existem! São ilusões e, para quem está preso nelas, não conseguem realmente sair! Os verdadeiros grilhões são a nossa própria mente (ou ego), que está em contraposição com a nossa alma (essência).

Bom, para encerrar, quero deixar recomendações de canais de YouTube e sites, para quem se interessar em buscar mais informações sobre a expansão de consciência!

– Adriane Silva | Café Quântico
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– Cris Brightlight | COSMOS INTERIOR
Site | YouTube | Instagram | Facebook | Google+

– Joyce Eliza | DESPERTAR com Joyce Eliza
Site | YouTube | Instagram | Facebook

– Érica Lima | Esquecer pra descobrir
Site | YouTube | Instagram | Facebook | Twitter

– Meire J. Costa | Coisas do Astral
YouTube | Facebook

– mxvenus
YouTube

– Nina Rosa | Herança Divina
YouTube | Facebook

– Pedro Bianchini Pavanello | Canal do PAVA
Site | YouTube | Instagram | Facebook | Google+

– Portal D’Águia Fluorita
Facebook

– Somos Todos Mestres (Érica Lima+Cris Brightlight+Joyce Eliza)
Site

Bem, eu não estou nem engatinhando nesse caminho da expansão da consciência, digamos que eu apenas abri os olhos! Mas, com paciência e prática, a gente chega lá!

Por hoje é só!

E nunca se esqueçam! O maior de todos os tesouros são os seus sonhos!

Abraços

Indústria da Beleza

Post escrito originalmente em 14 de fevereiro de 2016.


Olá para todos! 🙂 Como estão?

Hoje irei discorrer sobre um assunto muito sério atualmente. Falarei sobre a indústria da beleza, o padrão de beleza criado por ela e suas consequências na sociedade.

Indústria da Beleza
Indústria da Beleza – Imagem retirada desta postagem.

A ideia desse post veio de um pequeno documentário muito positivo que assisti recentemente, que fala sobre pessoas que vão contra a esse padrão e estão se “libertando” da paranoia de querer ser igual aos modelos. (Veja aqui). No caso do vídeo, é focado no cabelo, mas irei discorrer sobre o assunto como um todo.

Não é novidade que vivemos em uma sociedade consumista, fruto do capitalismo, cuja liberdade comercial e industrial visa sempre o lucro. Além disso, é sabido que a principal ferramenta desta é a publicidade.

Uma das grandes missões de um publicitário é encontrar brechas nos desejos dos potenciais consumidores, para transformar estes em necessidades a serem atendidas pelo produto/serviço de seu cliente. Para isso, há estudos comportamentais e psicológicos do público-alvo para ter-se mais eficácia na criação da campanha publicitária, afim de atingir o alvo.

Atualmente, em plena predominância da cultura das aparências, onde o “ter”/”parecer” é mais importante do que o “ser”, as pessoas buscam satisfação e status através de produtos. Esse é o poder das marcas, que chamamos de branding, onde agregamos valores a determinada marca e, esta faz com que o usuário da mesma tenha a sensação de ser a imagem que esta passa. Por exemplo, se usar o tênis da marca X, o indivíduo será visto como descolado; se usar o desodorante/perfume Y, ele se tornará mais atraente.

E, para mostrar isso, usa-se nos anúncios, pessoas bem-sucedidas em relação a imagem que desejam passar. No entanto, não é só isso, são sempre atores/atrizes/modelos com um certo padrão de beleza, e com corpos perfeitos, que aparecem nesses comerciais. Ou seja, inconscientemente, as pessoas associam o sucesso, o status, o estar bem na vida, com este padrão.

A coisa fica mais pesada se entrarmos nos anúncios relacionados à indústria da beleza. O que é ser uma pessoa bela? Existe um padrão? E quem está fora do padrão? Deve viver excluído? Ou precisa submeter-se à faca para atender a este padrão?

Isso destrói a autoestima, principalmente das mulheres, mas os homens também tem sido afetados, vide os metrossexuais. Afinal, eles induzem as pessoas a se compararem com o(a)s modelos e estão afirmando que para serem aceitos na sociedade, para serem pessoas bem sucedidas, para serem felizes, é preciso ser assim. E, dizem que se consumirem os produtos deles, assim será.

Lembrem-se o que eu disse lá em cima, eles procuram brechas nos desejos mais ocultos do público para transformá-los em necessidades e canalizam esta para a venda de seus produtos. Porém, ao meu ver, a coisa saiu do controle. Estão massacrando o amor próprio das pessoas, para depois “salvá-las” com suas mercadorias (e, é claro, lucrando com isso). É uma forma de escravizar as pessoas em seu interior. Este artigo, de Henriette Valéria da Silva, discorre muito bem sobre isso.

O padrão de beleza é criado e difundido pela moda. E esta, propaga-se através de desfiles, comerciais, revistas, filmes, novelas, outdoors, internet, etc… enfim, está em todos os lugares. Para piorar, este padrão não é algo estático, muda cada vez mais rápido. Hora a moda é ser loiro(a), hora é ruivo(a), hora é moreno(a). Para as mulheres, hora é seios grandes, hora é seios pequenos…. Cintura fina (para as mulheres), abdômen sarado, estatura alta… E assim vai!

A moda precisa mudar, para que as pessoas continuem comprando as roupas do último momento. Porém, isso foi transferido para a aparência física, implicando em plásticas e silicone. Tem até quem chega ao absurdo de tirar uma costela para ficar com a cintura mais fina! (Mas, e quando a cintura fina sair de moda?). Temos a propagação da beleza construída. O aumento da quantidade de cirurgiões plásticos (inclusive dos charlatões) e relacionado estética é o resultado desse fenômeno. Quantas mulheres não morreram nessas cirurgias? Ou tiveram o corpo deformado pelo erro do médico?

Indústria da Beleza - Beleza Artificial
Indústria da Beleza – Beleza Artificial – Foto retirada deste site.

Meu avô sempre (diz) dizia: “A maior herança que recebemos de nossos pais é a beleza única”.

Todavia, o principal revés disso tudo são as doenças psicológicas que elas causam. Principalmente a mulherada, fica paranoica, criando bulimia e anorexia, que acabam com a própria saúde. A vontade de ser como as modelos, alcançado o estilo de vida mostrado nas campanhas, é tanta que chegam a este ponto. E, quantas não perdem a vida por causa disso?

Estes dois distúrbios psicológicos deram origem a expressões como Ana e Mia. Eu desconhecia esse termo, quando o vi, achei que se tratava de algo relacionado à “anemia” (bom, na verdade está, de forma indireta)! Porém, Ana representa a anorexia e Mia, a bulimia. E, o que me assustou, foi saber que existem pessoas pró Ana e pró Mia, ou seja, que é a favor de ser anoréxica e/ou bulímica!

Estamos nos esquecendo do conceito de beleza. O belo não é algo que pode ser padronizado. Isso está intrinsecamente ligado ao olhar de quem vê. Uma pessoa pode ser linda para X, mas feia para Y, ou mais ou menos para Z. Afinal, cada um tem (ou deveria ter) um gosto diferente. Como dizem: “O que seria do amarelo se todos gostassem do azul?”.

No entanto, é verdade que é mais fácil uma pessoa se tornar mais atraente, quando ela ama a si mesmo. E isso não tem nada a ver com a aparência física, e sim como ela se sente em relação a si mesma. O médico, psiquiatra, psicoterapeuta, doutor em psicanálise, professor, e escritor Augusto Cury disse em seu livro “A Ditadura da Beleza e a Revolução das Mulheres“:

“Aprenda diariamente a ter um caso de amor com a pessoa bela que você é, desenvolva um romance com a sua própria história. Não se compare a ninguém, pois cada um de nós é um personagem único no teatro da vida” (Augusto Cury)

Isso tudo implica na autoestima. É preciso elevá-la e protegê-la do que a mídia impõe, e dos seguidores destas, que irão julgar/criticar. É essencial parar de se comparar. Aliás, comparar nunca é bom para ninguém! E é uma atitude sem sentido algum. Cada pessoa é maravilhosa e única! Tem características próprias, modo de pensar próprio, uma história própria, dons próprios, gostos próprios, virtudes próprias, medos próprios, traumas próprios… Enfim, não existem duas pessoas iguais! Então porque no quesito “aparência” (beleza) querem ser todos padronizados?

“Nada mais seguro do que ser igual a todo mundo. Da minha parte eu nego, prefiro ser uma metamorfose ambulante, nem melhor, nem pior, apenas diferente” (Friedrich Nietzsche)

Já imaginou se todos fossem iguais? E com gostos iguais? Magros, altos, sarados, olhos claros… Que chato seria, não? O que dá brilho às pessoas são as diferenças! Cada pessoa é linda de um jeito diferente! Assim como são as flores! A rosa e a margarida são diferentes, mas ambas são lindas! E, é claro, há quem prefira rosas, e a quem goste mais de margaridas, e não há nada de errado ou ruim nisso!

Cada um é muito mais do que a própria beleza exterior. O corpo não é você! Quem nunca conheceu uma pessoa que achou estonteante de tão belíssima, mas que ao conhece-la mais profundamente (seu jeito de ser, seu caráter, suas manias) o “encanto” desapareceu? Ou o contrário, alguém que não se destaca pela aparência, mas ao conhecê-la melhor, se torna surpreendentemente linda? Isso prova que a beleza verdadeira é o conjunto todo! Mas 90% vem do interior!

Com isso, não estou dizendo que não devemos nos preocupar com o corpo. Mantê-lo saudável é importante! Cuidar dele é algo muito bom! Mas que não se torne um motivo de neurose.

Se fizer exercícios, faça-o para se sentir bem! Dieta? A melhor dieta é comer de tudo um pouco, de forma moderada e em intervalo de tempo regular! E isso é bom para a saúde! Não tem nada a ver em querer desesperadamente emagrecer.

Quanto à roupa, calçados, cabelos e outras coisas relacionados à moda, não precisa ser o que está em voga! Use o que gosta! O que faz você sentir-se maravilhoso(a)! E daí se for diferente? E daí se alguém reparar e estranhar? O importante é estar de bem consigo mesmo, e ser feliz! Assim como é mostrado no documentário que mencionei no início do post.

Como disse em minha postagem anterior:

“Preocupe-se mais com sua consciência do que com a sua reputação. Porque sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam, não é problema nosso… é problema deles.”

Precisamos curar a autoestima da humanidade. São escravas do que lhes são impostos, mas isso ocorre pois não aprenderam a questionar. A mídia é a causadora, mas não a culpada. A culpa é de nós mesmos, por nos deixarmos ser dominados pela insegurança e ansiedade; por não nos conhecermos o suficiente para nos apaixonarmos pela nossa existência; por faltar determinação para bater o pé e dizer “O que vocês (mídia/indústria da beleza) estão oferecendo, eu não quero! Eu não sou e nem preciso ser assim!”.

É necessário parar de seguir o fluxo da maioria (que segue a moda), e começar a refletir o caminho que deseja seguir, definir quem você é, realmente.

Desejo, profundamente, que as pessoas parem para pensar, para se conhecerem e passem a se amar de verdade, assim mesmo, como é agora! Sem se preocupar com os olhares alheios. Afinal, quem ama alguém de verdade, o(a) ama por ser quem é.

Por hoje é só!

E nunca se esqueçam! O maior de todos os tesouros são os seus sonhos!

Abraços